quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

QUANDO OS TELEGRAMAS ERAM DISTRIBUÍDOS DE BICICLETA...


Fialho de Oliveira, Gazeta de Mérito 2012 pelo Clube dos Jornalistas, entrou para a profissão em meados dos anos 1950. Passou pelos jornais, revistas e agências. Pela ANI e pela ANOP. Extracto da entrevista realizada a 7 de Julho de 2004, publicada pela primeira vez no livro Memórias Vivas do Jornalismo (Caminho, 2010), e republicada em Jornalismo & Jornalistas, do Clube de Jornalistas (nº 51 Julh/Set 2012)

A dado passo, Fialho de Oliveira diz: "No princípio ainda não havia telexes. O que havia era umas folhas, distribuídas por estafeta, de bicicleta..." (clique no texto para aumentar)

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

JANTAR DAS AGÊNCIAS A 06DEZ - 20H00



Restaurante Jardim da Luz (Largo da Luz, Lisboa)  - Tel. 217 156 087


Ementa: Moscatel, Martini; salgados; salada de polvo; sopa; grelhada mista; salada de frutas ou mousse ou leite creme; café; bebidas: vinho branco, vinho tinto, cerveja, refrigerantes

Preço: 15 euros


Participe e seja solidário. Traga uma contribuição para o nosso cabaz solidário (um quilo de arroz, massa, óleo alimentar, enlatados… o que puder oferecer). 

Na noite do jantar, a Caritas recolhe a nossa oferta.

Confirme a sua participação até 30 de Novembro:

Leonor Sá Machado: nocaleo@hotmail.com, tel. 916 054 335

Cristina Cardoso, Teresa Corte-Real, Sónia Jorge (na LUSA, tel. 217 116 500)

IN MEMORIAM

A Adriano de Carvalho; Amadeu; Amélia Pereira; Alberto Vilaverde Cabral; Álvaro Morna; Alexandre Oliveira (Alhinho); André Ferreira; Aníbal Ramalho; António Cordeiro; António Esperança; António Fernandes; António José; António José Silva; António Maria Zorro; António Ramos; António Vaz Gonçalves; Ariosto Mesquita; Armando Fontes; Armando Sereno; Artur Pereira Gil; Augusto de Carvalho; Azevedo.

B Barradas de Oliveira; Belmiro Vieira; Bento Silva; Bretes Teixeira.

C Cardoso Menezes; Carla Casais (Pote); Carlos Charneca; Carlos Pinto Coelho; Cartaxo e Trindade; César Gaspar; Clemente Cardoso; Cristina Braga.

D Dala (Maria José Martins); Dolores; Domenico Conte; Domingues Neves; Dutra Faria.

E Encarnação Viegas.

F Fausto Correia; Fernando Baião; Fernando Brederode Santos; Fernando Carneiro (Pai); Fernando Pinto; Fernando Teles; Fernando Fraga da Silva.

G Gama Rodrigues.

H Handel de Oliveira; Helena Vaz da Silva; Helder Guerra; Helena Mensurado.

I Ilídio Alves; Isa Meireles.

J João Murinello; João Tito de Morais; João Carreira Bom; João Maló; João Sacadura Bote; João Saraiva e Sousa; Jorge Oliveira; José Augusto Mendonça; José Carlos Coelho Dias; José Gabriel Viegas; José Gutierres; José Luís Gomes Pinto; José Manuel Jerónimo; José Manuel Nóia; José Maria Araújo; José Mendonça.

L Luís Esteves; Luís Margarido Correia; Luís Ochoa; Luís Pereira Gil; Luís Varanda de Castro, Luis Vitta.

M Manuel Antunes; Manuel José; Manuel Pedro Fernando; Maria Luísa Leone; Mário Contumélias; Mário Silva; Marques Pinto; Maximino Correia; Mimoso de Freitas; Muradali Mamadussen.

N Adelino Namorado dos Vultos; Nazaré Candeias; Noémia de Sousa.

O - Oscar Mascarenhas

P Paulo David; Porto.

R Ramiro Valadão; Rogério Severino; Rui Camacho; Rui Moreira; Rui Pimenta; Roby Amorim.

S Saldanha Sanches; Santos Cruz; Sarsfield Rodrigues; Silva Marta; Suleiman Valy Mamede.

U Utra Machado

V Vasco Noronha; Vítor Catanho; Vítor Fernandes.

W William Gilman.

sábado, 14 de abril de 2012

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Contributos para uma História das Agências em Portugal - a Fast


Homem Cristo, Filho

"Portugal foi dos últimos países da Europa a ter uma agência nacional de informação internacional. [...] Por outro lado, teve a sua sede em Paris a que terá sido, julgo, a primeira agência de informação fundada e financiada por portugueses - foi, se não estou em erro, a Fast, orgnanizada por Homem Cristo, Filho, na década de 20 e que se tornou possível graças aos capitais de Alberto de Monsaraz, o qual ao tempo não regressara ainda a Portugal do exílio que se seguira à derrota dos monárquicos em Monsanto.
A Fast enviava pelo correio, e em casos excepcionais telegraficamente, crónicas e notícias a jornais portugueses, brasileiros, espanhóis e hispano-americanos.
Não teve êxito como agência, e mais tarde transformou-se em casa de chá e sala de exposições".
Dutra Faria, jornalista, Director executivo da ANI, in "Agências de Informação", Informação / Cultura Popular/ Turismo, nº 1, Janeiro/Abril de 1970

"Em virtude da publicação de um artigo de crítica ao Ministro Sinel de Cordes, inserto no referido vespertino, eis de novo expulso de Portugal um dos mais garbosos, gentis e brilhantes jornalistas lusíadas da sua geração.Em Paris fundou e dirigiu a Chez Fast, casa editora e simultaneamente casa de chá. Nela se realizavam as reuniões dos Amis des Lettres Françaises, onde se agrupavam os maiores nomes do intelectualismo, da política, da ciência, da arte, da aristocracia, da finança, do exército franceses. Por 1926, foi Homem Cristo eleito Presidente da Associação da Imprensa Estrangeira de Paris"
Memória anónima, recolhida na Internet

Alberto de Monsaraz fixa-se em Paris, "onde Homem Cristo Filho teria nele o benévolo patrocinador para algumas das suas desencontradas e fantásticas iniciativas, entre as quais um curioso misto de elegante casa-de-chá, livraria, salão literário e agência de colaborações para a Imprensa do Brasil e hispano americana - "Chez Fast". E era ali, "Chez Fast", que os portugueses (homens de letras e jornalistas) que iam até Paris (ainda então no cabo do mundo...) tinham o ensejo de encontrar e conhecer figuras de relevo na literatura francesa do tempo, como Claude Farrère e a Rachilde.
Artigo de Dutra Faria no jornal "A Rua", de 23 de Fevereiro de 1978

"Aventureiro de várias pátrias, múltiplos talentos e extrema ousadia, Homem Cristo Filho tinha fundado em 1917, na cidade-luz, a Agência de Informação Fast, que colocou ao serviço do sidonismo na frente europeia. A Fast - primeira agência noticiosa portuguesa a nível internacional - fora criada com dinheiros do conde Alberto de Monsaraz, figura central da resistência monárquica à República e futuro secretário-geral do Movimento Nacional-Sindicalista, que vivia exilado em Paris. Sob a sua direcção, a agência encarregou-se inicialmente da propaganda oficial de quatro países: a Espanha do rei Afonso XII, o Chile do liberal-democrata Juan Luís Sanfuentes, o Peru do civilista José Pardo y Barreda e a China republicana, onde os presidentes duravam pouco.

"Durante o consulado sidonista, a Fast incorporou a direcção de Informação e Propaganda da República Portuguesa nos Países Amigos e Aliados, criada pelo próprio Sidónio Pais, que substituiu a revista "Portugal da Guerra", fundada por Norton de Matos no início do conflito mundial, a qual se editava em Paris. Homem Cristo Filho, director de ambas, fez chegar pelo correio aos jornais portugueses as notícias que mais interessavam ao Presidente-Rei. E aceitou cumprir paralelamente a missão de desacreditar o Presidente da República deposto, Bernardino Machado, que se encontrava exilado na capital francesa. O assassinato de Sidónio deitou entretanto o projecto abaixo, obrigando o jornalista panfletário a alterar o plano de vida. Quando Ferro o procura em Paris, explora já o espaço da agência como livraria, casa de chá e salão de exposições, com o nome de Chez Fast, aberto aos pintores portugueses radicados em Paris. É aí que expõe, por exemplo, Henrique Medina e que Mário Eloy causa frisson pela primeira vez.

"A Chez Fast acolhe nessa época com regularidade as reuniões dos Amis des Lettres Françaises, que juntam intelectuais, princesas do Leste, exilados russos, vedetas do teatro ligeiro, banqueiros especuladores, gigolos profissionais e generais golpistas retirados. Homem Cristo Filho, que fala e escreve em francês com a fluência de um parisiense culto e veste das boutiques da Rue Furstemberg, em Saint-Germain-des-Prés, é o anfitrião perfeito. O charme da pernagem e o espírito do lugar fazem Ferro vibrar de emoção e procurar sempre que pode o mestre para aprender novas lições. A submissão é tal que fica perturbado e em crise sempre que ele o repreende. Além da admiração por Sidónio, os dois homens têm em comum a apetência pela escrita e o fascínio pelas ditaduras".
"António Ferro, O Inventor do Salazarismo", Orlando Raimundo, D. Quixote, 2015, págs 96 e 97

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Contributos para uma História das Agências em Portugal - a Algar


Notícia algo confusa, publicada na Gazeta dos Caminhos de Ferro nº 1193, de 1 de Setembro de 1937. Há 75 anos, falava-se da intenção de se criar uma agência noticiosa, Algar. Estava-se em plena Guerra Civil de Espanha (1936-39) e houve movimentações várias dos media nacionais para intervir de forma propagandística no conflito (sendo o caso mais evidente o de Botelho Moniz, do seu Rádio Clube Português e do batalhão de Viriatos que organizou). Da notícia ficamos sem saber quem é o responsável pela Algar, mas pelos nomes depois avançados fica claro que são afectos ao regime saído do golpe de 28 de Maio de 1926. Não sabemos se a Algar chegou a existir.

domingo, 11 de dezembro de 2011

Luís Varanda de Castro (1950 - 2011)


Faleceu ontem, 10 de Dezembro, em Coimbra, o Luís Miguel Varanda de Castro. Fez a sua carreira de jornalista em grande parte nas agências noticiosas. Uma notícia triste e inesperada. Camarada, cavalheiro, de humor fino, deixa-nos saudades. Ribatejano de Alpiarça. RIP, Luís.


quinta-feira, 30 de junho de 2011

Para uma História das Agências Noticiosas em Portugal...

Para uma história das Agências Noticiosas em Portugal: Páginas dedicadas à ANOP, in Iniciação ao Jornalismo, de Victor Silva Lopes (Centro do Livro Brasileiro, Março de 1980).

Nelas se fala de teleimpressoras, do UNIFAX II, do Controlador Programável de Canais de Informação e de outra parafernália hoje já "pré-histórica".

Mas também se refere a classificação dos telegramas, por critérios de importância, prioridade, urgência e tamanho. Desde o Flash à Nota às Redacções, passando pelos Boletim, Urgente, Fora de Ordem, Notícia, Desenvolvimento, Relacionada, Cobertura, Especial e Rectificação.
E o "Estilo da ANOP" é igualmente referido, como paradigma do fio noticioso numa agência de notícias livre e independente, guiada nos seus conteúdos por um Livro de Estilo.
Clique nas imagens, para aumentar

terça-feira, 28 de junho de 2011

ENTRADAS NAS AGÊNCIAS


1956

Domingues Neves
Luísa Leone

1958

César Gaspar
Ilda

1962

Ricardo Romão

1964

Jorge Heitor
Vaz

1965

Santos Gomes
Armanda
Valdemar Afonso

1968

D. Rosa

1970

Artur Margalho
António José
Milheiro

1971

José Manuel
José Luís Pinto
Maria do Rosário

1972

Branco
Bina

1973

João Pinheiro de Almeida (23.10.73)
Luís Pinheiro de Almeida (01.11.73)
Carvalho (pai)
David
Tomás Ferro
Joaquim Pardal
Ramalho
Cecília Magalhães

1974

Luís Vita
Mário Silva
Francisco Saraiva Marques
João Pedro Martins
António Esperança
Ana Glória
António José Silva (careca)
Palma

1975

Moura George
Matilde Ramalho
Isa
Andrade Santos
Emília Caetano
Zé Trigoso
Fernando Cascais
João Carlos Silva
Nicole Guardiola
Quintas
Ferreira Marques
Fernando Valdez
Lívia
Luísa Tito Morais
Cunha
Djau
Irene
Gonçalo César de Sá
Manuel Lopes (Madrid)

1976

Luís Paixão Martins
Otília Leitão
Carlos Marques
Domenico Conte
Ilídio Alves
Carlos Charneca
Xavier de Figueiredo
Heitor (??)
Celso Matos
João Murinello
Carlos Ramos
Oliveira (??)
Mota
Bretts Teixeira
Rui Lafaia
Lurdes Antunes
Nunes
Galinho
Artur
Correia Silva
João Maló
São Matos
Helena Cabral
Rui Guerra
Carlos Martins
Saraiva e Sousa
Maximino Correia

1977

Simões Lopes (Porto)
Vaz da Silva
João Carreira Bom
Helena Mensurado
Aníbal Mendonça
Fernando Correia
Luísa Ribeiro
Júlia Fernandes
António Mega Ferreira
Xico Máximo
Maria António Palla
Roby Amorim
Manuel da Costa
Mário Moura
António Amorim
Luciano Rocha
Vera
Luís Maurício
F. Farinha (Faro)
Marques Pinto
Mota Marques
Mirina
Belmiro Vieira
Valter Aguiar
Manuel Moura
Alfredo Cunha
Pedro Freire
Manuela Bivar
Inês
Deolinda Almeida
Olga Gonçalves
Cartaxo e Trindade
José Manuel Barroso
Wilton Fonseca
Baptista
Fernanda
Sobral
Porto
Muller
Maria José
Pedro Alenquer
Vicente
Anabela
Ramos (Porto)

1978

Silva (Évora)
Fanã
António Marinho (Coimbra)
Carolina Silva (Porto)
Inácia
Jaime Antunes
Isabel Lourenço
José Luís Lança
Paulo Cordeiro
Xico Siqueiros
Raul Malaquias Marques
Cristina Braga
Bernardo Oliveira (BO)
Toi Caeiro
Xico Neves
Carlos Veiga Pereira
Rui Pimenta
Luís Varanda de Castro
Fernando Fraga da Silva
Dala (Maria José Martins)
Cordeiro (Porto)
Fausto Correia (Coimbra)
Domingos (Guarda)
Zé Mendonça
Margarida Santos (Porto)
Fernando Baião
João Serra
Cristina Fernandes (15.06.78)
Zézinha
Mário de Carvalho
Telmo
Camacho
João Melo
Ângela Carrascalão
Adalberto Rosa
Helder Guerra
Alda
Semedo
Luís Filipe
Techa
António Cotrim
MP Bastos
Pedro Sabbo
Esteves de Oliveira
Parafita Correia (Porto)
Céu Cruz (Porto)
Luís Filipe (Braga)
Rui Araújo (Paris)

1979

José Luís Saldanha Sanches
José Gabriel Viegas
Margarida Silva Dias
Adriano de Carvalho
Carlos Simões
Luís Magalhães
João Querido Manha
Norberto Santos
Vasco Fernandes
Michèlle Rossarosso
Fernando Trigo
Luís Vasconcelos
Zico
Avelino
Lino Soares
Pedro Fernandes
Antonieta
Suzete
Emília (limpeza)
Rebelo
Bento
Gomes
Antunes
João Paulo
Azevedo (Porto)
Rosário (Porto)
Amâncio (Porto)
Paulo Ramalheira (Porto)
Natividade Vaz (Guarda)
Armando Almeida (Coimbra)
Virgínia Veiga (Coimbra)
Lurdes Matias (Coimbra)
Leston Bandeira
Jorge Galvão

1980

José Amaro
Armando Sereno
Margarido Correia
Paulo David
Fernando Carneiro
Ramiro Mendes
Rui Ochoa
Amadeu
Rui Moreira
Emanuel de Sousa
Maria dos Anjos
Fernando Néné
Luísa
Helena Gomes
Manuel Silva Martins
Bastos Lourenço
Isabel Braga
Luísa Rato
Cavalheiro
Maria José Herculano
Leonor Sá Machado
Natividade
Mimoso
Simões Marques (Coimbra)
Rodrigues dos Santos (Coimbra)
Manuel Martins (Évora)
Maria Afonso (Faro)
Jorge Galamba
José Amaral
Manuela Ferreira

1981

Namorado
Carvalho (filho)
Nazaré
Paulo Gaspar
Cristina Rolo

1985

António Mateus (NP)

1988

João Pereira da Silva
Ramiro Santos

1995

Vasco Noronha

1997

Inês David Bastos (Novembro)

FONTE: Não sei! É um manuscrito (letra minha) que guardei, não sei por que razão...

LPA

segunda-feira, 27 de junho de 2011

PARA UMA HISTÓRIA DAS AGÊNCIAS NOTICIOSAS EM PORTUGAL...

1943, Dezembro, 7

Há meses que andamos em experiências de recepção do noticiário rádio-morse da "Associated Press" para a nossa imprensa metropolitana, cujo Grémio mostrou curiosidade em obter. Destinavam-na, creio, a substituir a "Havas", já então condenada pela triste situação em França.
A "Marconi" colaborou devotadamente nestas experiências, mas afinal chegámos todos à conclusão de que a coisa ficaria demasiado dispendiosa.

Por meu lado, senti-me aliviado ao receber hoje o telegrama de Nova Iorque, dizendo que ali, na Direcção da A.P., consideravam não valer a pena prosseguir com as negociações.

O que eu desejaria era que a exemplo da "Associated Press", as empresas que editam jornais portugueses se associassem formando uma agência cooperativa noticiosa portuguesa, sem fins lucrativos, capaz de oferecer à opinião pública um serviço independente de influências e favores de origens estrangeiras - um serviço noticioso tão independente, como o Governo desejava que o País fosse neutro nesta guerra. Tenho-me batido por esta realização, e da parte do João Pereira da Rosa encontro simpática compreensão.

Luís C. Lupi, in Memórias, Diário de um Inconformista (1943 a 1957), III Volume, p. 39, Lisboa, 1973 (Editora Pax, Braga)

sábado, 23 de abril de 2011

AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS PORTUGUESAS - CRONOLOGIA*

1944 – É criada em Portugal a primeira agência noticiosa nacional, a Lusitânia. Foi seu fundador Luís Caldeira Lupi, jornalista e correspondente da Reuters e da AP em Portugal e que a perspectivava como um elo de ligação com as colónias.
1948 – É constituída a Agência de Notícias e Informação (ANI), como Sociedade de Responsabilidade Limitada. Foram seus fundadores três jornalistas – Francisco Dutra Faria, Barradas de Oliveira [pseudónimo de Manuel Gomes] e Marques Gastão.
Começa por fazer a distribuição em Portugal do serviço internacional da agência norte-americana United Press International (UPI) e, em 1955, cria a sua rede telegráfica para distribuição do serviço noticioso à imprensa portuguesa. A ANI apostou fundamentalmente no noticiário internacional e no do Ultramar, entrando em concorrência com a Lusitânia.

Barradas de Oliveira (Manuel Gomes)

Dutra Faria

Marques Gastão




1974 – No próprio dia 25 de Abril, as instalações da Lusitânia são tomadas de assalto pelos militares e, pouco depois, Luís Lupi parte para o exílio. A 18 de Novembro, um despacho assinado pelo então ministro sem pasta Vítor Alves formaliza a extinção da agência.



1974 – A 19 de Novembro, o Governo ordena a cessação da actividade da ANI, que entretanto lhe fora cedida pelos seus proprietários face ao ultimato de que, ou a agência era nacionalizada, ou o Governo cancelava o contrato de prestação de serviços que garantia a sua sobrevivência.



1975 – A 1 de Julho, é criada a Agência Noticiosa Portuguesa (ANOP), sob a forma de empresa pública, de propriedade e controlo estatais. O seu primeiro Presidente do Conselho de Administração é o jornalista Alberto Villaverde Cabral.



1975 - A 24 de Setembro, a ANI é formalmente extinta e o seu activo e passivo, direitos e obrigações são transferidos para a ANOP.



1982 – A 20 de Julho, o então secretário de Estado da Comunicação José Alfaia propõe em Conselho de Ministros a extinção da ANOP e a criação de uma nova agência noticiosa, com dois argumentos: o de que a ANOP seria uma empresa sobredimensionada e financeiramente inviável e o de que a sua dependência do Estado comprometia a isenção e o pluralismo desejáveis.

A 19 de Agosto, é aprovado em Conselho de Ministros o decreto-lei de extinção da ANOP.

Appio Sottomayor


1982 – A 25 de Agosto, é criada a Notícias de Portugal (NP), sob a forma de cooperativa de utentes.
1982 - A 2 de Novembro, a NP começa a emitir o seu serviço. Tinha como Presidente da Direcção José Alves da Cunha, como Secretário-Geral Eduardo Trigo e como Director de Informação Áppio Sottomayor.
No mesmo dia 2 de Novembro, o então Presidente Ramalho Eanes veta o decreto governamental de extinção da ANOP.

José Manuel Barroso

1986 – A 30 de Julho, o Governo, a ANOP e a NP chegam a acordo e assinam um protocolo com vista à constituição de uma única agência nacional. Será uma “cooperativa de utilidade pública, de responsabilidade limitada, agrupando o Estado” e “aberta aos utentes dos serviços informativos (…) cabendo a cada parte 50 por cento do capital social”.
A 28 de Novembro, o Governo aprova em Conselho de Ministros, a resolução que formaliza a criação da Agência Lusa de Informação.

1987 – A 1 de Janeiro, a Agência Lusa de Informação inicia o seu serviço noticioso. Tem como primeiro Presidente da Direcção António Horta Lobo e como primeiro Director de Informação José Manuel Barroso.

1989 – A agência instala-se numa sede própria a 18 de Janeiro, mantendo-se até hoje nessas instalações.



*Fonte: Compilação de Ana Glória Lucas, a partir de Agências de Notícias de Portugal, livro editado pela Lusa em 2007, no 20º aniversário da sua criação

quarta-feira, 2 de março de 2011

JOSÉ LUÍS GOMES PINTO (1947 - 2011)

A todos: O José Luís Pinto faleceu esta madrugada. Por mim, recordá-lo-ei sempre como um dos melhores seres humanos que já conheci, íntegro, frontal e... rezingão. Até um dia, meu amigo!

Ana Glória Lucas

Lisboa, 02 mar (Lusa) – O antigo jornalista da Lusa José Luís Pinto morreu hoje de madrugada, aos 64 anos, vítima de doença prolongada, disse fonte familiar.

José Luís Pinto, que nos últimos tempos de carreira era responsável pelo turno da madrugada na agência Lusa, tendo passado pela ANOP, pela NP, pelo Portugal Hoje, pelo Diário de Notícias, pela UPI (United Press International) e pela ANI.

José Luís Pinto começou a trabalhar em 1971 como teletipista, passou a jornalista em 1989 e reformou-se em 2003.

Depois de reformado ainda colaborou com o jornal do Sporting.

O velório realiza-se hoje a partir das 17:00 na Igreja da Nossa Senhora da Conceição, em Queluz. O funeral terá lugar na quinta-feira, às 17:00, em Penalva do Castelo, Viseu, de onde era natural. AL. Lusa/Fim

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

AUSENTES, POR ENQUANTO...

A

Abílio Abrantes
Acácio Franco
Adalberto Rosa
Afonso Pimentel
Alberto Peres
Alberto Ramos
Alexandra Horta Lobo
Alexandra Lobão
Alexandra Machado
Alexandre Abreu
Alexandre Morgado
Alexandre Parafita
Alexandre Reis
Alfredo Cunha
Alfredo Duarte Costa
Almeida Coelho
Álvaro Vale
Alves Fernandes
Alice Santos
Álvaro Vale
Amâncio Resende
Amílcar Contente
Ana Custódio
Ana Goulão
Ana Henriques
Ana Isabel Sousa
Ana Luísa Amorim
Ana Maria Basílio
Ana Oliveira
Ana Paula Almeida
Ana Paula Laje
Ana Paula Martinho
Andrade Santos
Andresen Leitão
Ângela Silva
António Amorim
António Augusto
António Branco
António Caeiro
António Cotrim
António Cunha
António Gonçalves
António Manuel Duarte
António Marinho Pinto
António Marques
António Mega Ferreira
António Moleiro da Silva
António Prata
António Ribeiro Gomes
António Saldida
António Sancho
António Silva
António Sousa Duarte
António Tavares
António Vaz (falecido)
António Vinagre

B

Bernardo Futscher Pereira
Bernardo Oliveira
Bina
Bruno Neves

C

Carlos Figueiredo
Carlos Henriques
Carlos Lobato
Carlos Machado
Carlos Manuel Vieira
Carlos Martins
Carlos Noivo
Carlos Simões
Carlos Veiga Pereira
Carlos Ventura Martins
Capitão
Capitão Pombinho
Carmen
Carminda Jorge
Casimiro Simões
Carolina Sousa
Catarina Gago da Silva
Conceição Paulino
Constantino Capitão Borges
Cristina Arvelos
Cristina Baptista
Cristina Lemos

D

Deolinda Almeida

E

Edna Guiomar Melo
Eduardo Cintra Torres
Eduardo Corregedor da Fonseca
Eduardo Oliveira e Silva
Eduardo Trigo
Elsa Jacinto
Elsa Oliveira
Emanuel Correia
Emanuel de Sousa
Emídio Simões
Emília Caetano
Esmeralda Velasco
Eugénio Inocêncio
Evgueni Mouravitch

F

Fátima de Sousa
Fátima Muller
Fátima Rito
Fernanda
Fernanda Franco Ramalho
Fernando Barreiros
Fernando Cascais
Fernando Fraga
Fernando Jorge Pinto
Fernando Lima
Fernando Maia Cerqueira
Fernando Trigo
Fernando Vicente
Ferreira Marques
Filipe Bravo
Filipe Miguel
Filomena Peixeiro
Francisco Assunção
Francisco Fontes
Francisco José Ribeiro
Francisco Máximo
Francisco Neves (fotógrafo, Porto)
Francisco Pestana
Francisco Saraiva Marques
Francisco Vasconcelos

G

Gonçalo César de Sá
Goulart Machado
Guilherme Muller

H

Helena Cabral
Helena Ferreira
Helena Mensurado
Hernâni Santos
Horta Lobo

I

Ilda Jorge
Inácia Fiorillo
Inácio Rosa
Inácio Steinhardt
Inês Salgado
Irene Augusto
Isabel Braga
Isabel Oneto
Ivone Freire

J

James Anhanguera
João Alberto Martins
João Aranda e Silva
João Bugalho
João Carlos Barradas
João Deus Miranda
João Edgar Sousa
João Galamba
João Manuel Prudêncio
João Manuel Rocha
João Melo
João Milheiro
João Pedro Serafim
João Pinheiro de Almeida
João Relvas
João Roque
João Serra
João Vasconcelos
Joaquim (motorista)
Joaquim Letria
Joaquim Lourenço Baptista
Jorge Figueira
Jorge Jacinto
Jorge Miranda
Jorge Moura
José Amaral
José Amaro Dionísio
José Amílcar António
José António
José António Santos
José Carlos Vieira
José Domingos
José Luís Amoedo
José Luís Lança
José Manuel Barroso
José Manuel Silva
José Meireles
José Pedro Santos
José Semedo
José Sobral
José Sousa Dias
Júlia Fernandes

L

Leonor Sá Machado
Leston Bandeira
Luciano Rocha
Luís Andrade de Sá
Luís Bernardo
Luís Costa Dias
Luís Costa Ribas
Luís Faria
Luís Filipe Malheiro
Luís Filipe Moreira
Luís Filipe Serôdio
Luís Forra
Luís Fraga
Luís Godinho
Luís Landerset Cardoso
Luís Magalhães
Luís Marinho
Luís Maurício
Luís Pedro Martins
Luís Pinto
Luís Rodrigues
Luís Vasconcelos
Luísa Bárrios
Luísa Silva
Luísa Silveira
Lurdes Antunes
Lurdes Ferreira
Lurdes Pereira

M

Manuel António
Manuel Antunes
Manuel Carvalho
Manuel Freire
Manuel L Gonçalves
Manuel Luís Mendes
Manuel José Nunes
Manuel Martins
Manuel Moura George
Manuela Costa
Manuela Ferreira
Manuela Oliveira
Manuela Pinto Basto
Manuela Raínho
Marcos Borga
Margarida Cardoso
Margarida Cotrim
Margarida Gomes
Maria Adelaide Lopes
Maria dos Anjos
Maria Antónia Palla
Maria do Carmo Teixeira
Maria Céu Ferreira
Maria Conceição Paulino
Maria de Fátima Moreira
Maria de Fátima Rito
Maria Fernanda Machado
Maria Isabel Ferreira
Maria João Almeida Fernandes
Maria João Ribeiro
Maria José (telefonista)
Maria José Fernandes
Maria José Gonçalves
Maria José Herculano
Maria de Lurdes Lopes
Maria João Domingues
Maria Manuela Oliveira
Maria do Rosário Galhanas
Maria Teresa Rosa
Maria Teresa Sá
Maria Virgínia Aguiar
Marinho Pinto
Mário Dias Ramos
Mário Lourenço
Mário Matos e Lemos
Mário Moura
Mário Ramires
Mário Rebelo
Marta Contreras
Marta Monteiro Rocha
Matilde Ramalho
Martins Barata
Michèlle Rosa Rosso
Miguel Monteiro
Miguel Souto
Milton Moniz
Miranda
Mirina
Mónica Contreras
Morais
Mota
Mota Marques
Murteira Martins

N

Natividade Santos
Natividade Silva José
Nicole Guardiola
Nuno Jonet
Nuno Lopes
Nuno Matos
Nuno Xavier

O

Olga Gonçalves

P

Palma
Paula Lammy
Paulo Gaspar
Paulo Pereira
Pedro Albuquerque
Pedro Alenquer
Pedro Caiado
Pedro Daniel Baptista
Pedro Freire
Pedro Mariano
Pedro Morais Fonseca
Pedro Sabbo
Pedroso Marques

Q

Quintas

R

Ramiro Mendes
Ramiro Santos
Raul Malaquias Marques
Reinaldo Dias
Renato Soares
Ribeiro Soares
Ricardo Jorge
Ricardo Romão
Rogério Rodrigues
Rosa Maria Soares
Rosário Galhanos
Rosária Rato
Rui Amaral
Rui Araújo
Rui Avelar
Rui Cabral
Rui Lafaia

S

Sandra Moutinho
Sandy
Santos Gomes
Sérgio Mota
Sílvia Costa Dias
Solano de Almeida
Susana Ruth Vasques (Abelaira)
Suzete Fernandes

T

Teresa Corte Real
Teresa Duarte
Teresa Manuel
Teresa Mendes
Teresa Pereira
Teresa Rodrigues
Tomás Ferro
Tomás Quental

V

Vasco Antunes
Vasco Fernandes
Vidal
Viriato Bernardo
Vítor Bandarra
Vítor Fernandes
Vítor Lourenço
Vítor Rodrigues
Vítor Silva

W

Wilton Fonseca

X

Xavier Figueiredo

Z

Zaida Tristão Enes
Zami Lima
Zdito

ADELINO NAMORADO DOS VULTOS