sábado, 12 de maio de 2018
Para uma história das agências noticiosas em Portugal - o primeiro Livro de Estilo
A ANOP terá sido o primeiro, ou um dos primeiros OCS portugueses a reger-se por um Livro de Estilo. Teve-o a partir de Julho de 1981. A Administração louva Maria Luísa (Metzner) Leone pela contribuição que deu para ele. (Espólio João Pedro Martins)
sábado, 28 de abril de 2018
Para uma história das Agências Noticiosas em Portugal - reunião de chefias, ANOP
S/D, anos 1980. Na cave da ANOP, na Rua Júlio de Andrade. As chefias da Redacção reunidas. Da esquerda para a direita: Fernando Baião (Fotografia), Carlos Veiga Pereira (África), Ferreira Marques (Arquivo), Luís Paixão Martins (Desk), Artur C. Margalho (Internacional), Wilton Fonseca (Direcção de Informação), Jose Manuel R Barroso (Director de Informação), Fernando Correia de Oliveira (Chefe de Redacção), Luís Pinheiro de Almeida (Política), Domingos Neves (Economia), Moura George (Cultura), Andrade Santos (Sociedade), Júlia Fernandes (Trabalho) e Mário Moura (Desporto). (espólio João Pedro Martins)
Para uma história das agências noticiosas em Portugal - comunicado de Dutra Faria, 1974
Telegrama da ANI, distribuído aos seus clientes, em Maio ou Junho de 1974. Nela, o fundador e Director Executivo, Francisco Dutra Faria, refere a situação difícil da Agência, na sequência da queda do regime em 25 de Abril desse ano e antes do Estado a comprar. (espólio João Pedro Martins)
quinta-feira, 19 de abril de 2018
Para uma história das agências noticiosas em Portugal - a assinatura com iniciais
Nota da Chefia de Redacção, assinada por Fernando Correia de Oliveira, regulando as iniciais que "assinavam" os cabeçalhos dos telexes produzidos na ANOP. Anos 1980. (Espólio João Pedro Martins).
quarta-feira, 18 de abril de 2018
Para uma história das agências noticiosas em Portugal - João Carreira Bom e Adriano Carvalho na Direcção do Sindicato dos Jornalistas
Notícia no jornal Tempo de 14 de Agosto de 1975. Fala-se da vitória de uma lista próxima do MRPP para o Sindicato dos Jornalistas, liderada por Mário Contumélias. Que incluia alguns jonalistas que, mais tarde, entrariam na ANOP, nomeadamente com a extinção do jornal O Século, em finais de 1979, como João Carreira Bom ou Adriano Carvalho (este, à direita, na foto, onde também se identifica Ribeiro Cardoso). Espólio João Pedro Martins.
terça-feira, 17 de abril de 2018
Para uma história das agências noticiosas em Portugal - extinção da ANOP
A revista Mais, de 6 de Agosto de 1982, com um dossier ANOP, da autoria de Cristina Arvelos, sobre a decisão de 29 de Julho desse ano, tomada em Conselho de Ministros, de extinção da agência (espólio João Pedro Matins)
quarta-feira, 14 de março de 2018
João Padro Martins (1950 - 2018)
Morreu João Pedro Martins, um dos jornalistas "históricos" das agências
Lisboa, 14 mar (Lusa) - João Pedro Martins, jornalista de agência na ANI, ANOP, NP e Lusa e durante anos chefe do Centro de Documentação da Lusa, morreu na terça-feira no Hospital São Francisco Xavier, em Lisboa, disse um amigo e colega.
Nascido em 1950 em Lisboa, João Pedro Martins ingressou no mundo das agências noticiosas, em janeiro de 1974, na então ANI, tendo já na ANOP sido redator, coordenador e delegado em Évora e nos Açores. Mais tarde, foi coordenador e chefe do Centro de Documentação da Lusa, tendo saído da agência em finais de 2002.
João Pinheiro de Almeida, seu colega e amigo, referiu que João Pedro Martins era um dos profissionais de agência mais antigos e recordou-o como alguém sempre bem disposto, alegre e animado, que já na fase da doença dizia, com ironia: "Estou sempre bem, desde que não me doa".
"Morreu um bom homem bom", lamentou, acrescentando que João Pedro Martins, que vivia em Marinhais, juntava sempre que possível o seu núcleo de amigos mais próximos.
Por sua vontade, não haverá velório. A missa de corpo presente realiza-se na sexta-feira, pelas 14:30, no cemitério de Barcarena (Oeiras), seguida da cremação do corpo.
Sobrevivente de cancro há quase quatro décadas, João Pedro Martins conviveu pela última vez em Dezembro de 2017 com camaradas veteranos das Agências Noticiosas. Da esquerda para a direita, João Pedro Martins, Manuel Moura, Fernando Correia de Oliveira, Francisco Saraiva Marques e João Pinheiro de Almeida.
João Pedro Martins sabia receber, na sua casa de Marinhais. Especialmente o grupo que ficou conhecido pelo nome daquela localidade ribatejana. Como ele, veteranos do jornalismo desde os tempos da ANI... Em pé, João Pinheiro de Almeida e Fernando Fraga da Silva (também já falecido). Sentados, Fernando Correia de Oliveira, João Pedro Martins e Luís Pinheiro de Almeida. Em baixo, mais uma confraternização do Grupo de Marinhais.
Recordação dos primeiros tempos de João Pedro Martins como jornalista
O Grupo de Marinhais também andou por outras paragens...
Depoimentos:
João Pinheiro de Almeida
Querido amigo, estás finalmente em paz. Connosco fica a imagem de um tipo sempre optimista e bem disposto. Desde que não me doa, está tudo bem, dizias. Agora não te dói nada, a nós dói muito.... beijo, João, cuida de nós.
Appio Sottomayor
Nunca mais o tinha visto, desde os tempos da NP. Mas ficou-me sempre a ideia de um bom profissional e um bom companheiro. Mais um que parte... Que descanse em paz!
Carla Matias
O João Pedro Martins (juntamente com o Ferreira Marques) foi o meu primeiro chefe. Dele recordo sempre a amabilidade, a boa disposição e, acredito, uma sincera amizade e o respeito que sentia por aqueles com quem trabalhava directamente. Os tempos, e a inércia, afastaram-nos fisicamente, mas lembro-me muitas vezes da importância que ele teve na minha vida profissional. Obrigada, João Pedro!
Jorge Máximo Heitor
Um dos elementos daquele grupo maravilhoso com que na ANI começou o ano de 1974. Com o Luís Pinheiro de Almeida, o João Pinheiro de Almeida, o Fernando Correia de Oliveira e o Francisco Saraiva Marques. Foi perto de um ano de grande camaradagem até eu decidir ausentar-me para Londres. Boas memórias.
Fernando Correia de Oliveira
De João Pedro Martins, ninguém poderá dizer mal. Vivia muito bem consigo e com os outros. E lidava com optimismo contra o cancro, numa batalha de quatro décadas. "Desde que não me doa", costumava atirar, com o sorriso solar e bondoso com que brindava quem se aproximava dele.
Delegado da Agência Lusa em Évora durante os anos de brasa da Reforma Agrária, a sua independência, profissiobnalismo e bonomia ajudaram a que ali fizesse um trabalho difícil, arriscado, mas exemplar.
Regressado a Lisboa, cedo fez carreira em Documentação e Arquivo. Mas o seu gabinete era, antes de mais, "muro de lamentações", caixa de confidências de camaradas, eles e elas à procura de um ombro amigo, de quem os escutasse. E João Pedro Martins sabia escutar, tinha compromisso de reserva. Sabia muito, não revelava nada.
Da memória de vários computadores fomos buscar quase 45 anos da vida de João Pedro Martins. Da nossa vida. Acompanhámos namoros, casamentos e divórcios de um homem charmoso. Sempre calmo, optimista, apreciador de mulheres bonitas, bons carros, grandes motas, vinhos e comida, há 15 anos que se tinha instalado na sua quinta de Marinhais. Onde sabia receber.
João Pedro Martins acreditava na imortalidade do espírito. Isso te-lo-á ajudado nos dias derradeiros de vida. Neste tipo de notas, costuma-se falar com quem faleceu, como se essa pessoa ainda nos pudesse ouvir. No caso do João Pedro, se ele estava (está) certo, podemos, por maioria de razão, dizer "Salve camarada, amigo, irmão!".
quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018
Heróis Anónimos III, lançamento a 22 de Fevereiro
Lançamento do livro HERÓIS ANÓNIMOS [3] – JORNALISMO DE AGÊNCIA – Depoimentos (1938-2017). A obra, de autoria de Wilton Fonseca, Mário de Carvalho e António Santos Gomes, da Perfil Criativo – Edições, será apresentada por Alberto Arons de Carvalho. Dia 22 de Fevereiro, às 18h30, na Casa da Imprensa – Rua da Horta Seca, 20, Lisboa.
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