Antiga jornalista na delegação de Coimbra da ANOP, faleceu Virgínia Veiga, aos 73 anos.
A notícia da Rádio TerraNova:
A advogada, antiga militante do PS, deputada municipal, faleceu no Hospital de Salreu. Foi uma das cerca de 300 pessoas da região presas pela PIDE e encarceradas em Caxias entre 1936 e 1974. A sua história integra o contexto histórico de repressão política em Portugal e a luta antifascista. Integrou de forma ativa a estrutura do Partido Socialista a nível local e nacional.
Esteve na política ativa, na Assembleia Municipal de Aveiro no mandato 1993-1997, que marcaria a saída de Girão Pereira e a passagem de Celso Santos à liderança da autarquia.
Destacou-se pela participação em debates sobre segurança no Complexo Químico de Estarreja, sobre as acessibilidades à Barra, onde chegou a residir, ou sobre projetos polémicos em Aveiro.
Afirmava-se mulher do jornalismo, pela experiência em publicações de referência no país, tendo sido jornalista profissional da Agência Noticiosa ANOP, atual LUSA, e colaboradora do semanário Expresso. Foi também fotógrafa, iniciando a atividade no Diário de Notícias.
Presidiu à Associação de Direito e Economia Europeia, sediada na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, tendo vencido o Prémio Mulheres da Europa. Chegou a gravar programas sobre história para a Antena 2 dando corpo à sua paixão e estudo pela história. Na atividade cultural desempenhou funções de presidente do Ateneu Comercial do Porto.
Foi ativista de causas várias e na ligação aos meios locais colaborou ativamente no relançamento da antena da Terra Nova destruída pelo mau tempo em Fevereiro de 2016 por acreditar na “importância” dos meios em matéria de segurança e democracia.
Fui hoje surpreendido pela triste notícia.
Como jornalista que fui da LUSA, sucessora da ANOP, em cuja delegação de Coimbra ela trabalhou com Fausto Correia e António Marinho, o mesmo andar depois ocupado pela LUSA, na rua das Padeiras, conheci a Virgínia enquanto camarada de profissão.
Ficámos amigos e acompanhei depois o seu percurso, incluindo como jurista, fundadora e líder empenhada da Associação de Estudos Europeus de Coimbra, que durante algum tempo organizou um ciclo memorável de jantares-debate, com diferentes oradores, no Hotel Astória, para os quais convidava sempre os jornalistas de Coimbra.
Tínhamos vários amigos comuns, no jornalismo e na política, o que reforçou a nossa amizade, tanto mais que também eu tinha sido aluno da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra.
A minha solidariedade a toda a família da Virgínia.
Até sempre!
Casimiro Soares Simões
Os meus sentimentos á família e amigos. Grande Senhora.
Trabalhei com ela no Diário de Notícias , em Coimbra. Pessoa fantástica. Paz á
sua alma. Um beijinho, amiga. Até um dia.
Luís Carregã
















































