sábado, 25 de fevereiro de 2023

Tomás Ferro (1955 - 2023)

No Natal de 1975, na Redacção na ANOP

Depoimento de João Pinheiro de Almeida:

Conheci o Tomás Dias Ferro (TF) na ANI, em 1973, era ele um dos assistentes de teletipista, gerindo as fitas de telex, colocando-as nos emissores, etc.

Dotado de uma indomável vontade de aprender, o Tomás começou a treinar-se como teletipista, conseguindo mais tarde ser um dos teletipistas da Agência, nessa altura já ANOP. E, como em tudo o que fez, rápido a escrever e quase sem erros.

Depois enveredou pela carreira de jornalista, precisamente pelo Desporto. Não posso jurar, mas creio que se especializou em Hóquei em Patins.

Anos mais tarde, um infeliz DI (escusam de tentar adivinhar qual, foram vários.....), não sabendo o que fazer comigo, convidou-me para editor do Desporto, isto depois de eu saber que ele já tinha convidado o Tomás e que este já tinha aceitado.

Recusei, indignado, e saí, desabrido como era meu timbre, do gabinete da triste personagem.

Minutos depois, o Tomás veio ter comigo na rua para me dizer que sabia o que tinha acontecido e que eu estava à vontade para aceitar ser editor do Desporto, que ele teria todo o gosto em ser meu adjunto se eu o quisesse.

Claro que fiquei sensibilizado e respondi que o gesto dele ainda reforçava mais a minha decisão de não aceitar o convite.

O Tomás era assim.....

Humilde, no seu lugar, competente, rápido, bondoso...

Pessoas com o calibre dele houve sempre muito poucas, na Lusa. E ainda há muito poucas....

Um grande abraço, Tomás. Sentidos pêsames à família.


Na mesma festa natalícia



Em encontros mais recentes de ex-trabalhadores das Agências Noticiosas

quinta-feira, 19 de janeiro de 2023

António Amorim (1944 - 2023)

O antigo diretor de informação da agência Lusa António Amorim morreu, no domingo, aos 78 anos, informou esta quarta-feira a família. António Amorim foi diretor de informação da agência portuguesa de notícias, entre 1994 e 1996, e durante a maior parte do seu percurso profissional foi delegado da Lusa no Norte do país, cargo que ocupou até se aposentar.

Reconhecido pela redação como "um homem de rigor no estilo e no conteúdo", António Amorim dedicou toda a vida profissional ao jornalismo.

Começou antes do 25 de Abril na revista “Flama”, ingressou na ANOP (Agência Noticiosa Portuguesa) e mais tarde na NP -- Notícias de Portugal, onde foi responsável, entre outras áreas, pelo serviço para as comunidades portuguesas no exterior.

Com a extinção da ANOP e da NP, surgiu a Lusa, onde António Amorim passou a ser delegado no Norte de Portugal, foi diretor de informação e voltou às funções no distrito do Porto, zona de onde era natural, concretamente de Santa Marinha do Zêzere, Baião.

(notícia da LUSA)

sexta-feira, 29 de julho de 2022

Válter Aguiar (1955 - 2022) - um dos primeiros operadores de telefoto do país

Notícia da Lusa:

O antigo operador de telefoto da agência Lusa Válter Aguiar morreu na noite de quarta-feira, em Lisboa, aos 67 anos, disse fonte familiar.

Nascido na freguesia do Candoso, concelho de Vila Flor (Bragança), a 04 de outubro de 1955, Valter Lopes de Aguiar ingressou na Lusa na sua fundação, em 1986, depois de ter iniciado a sua carreira profissional em 1977, na antiga agência ANOP — Agência Noticiosa Portuguesa, e passado pela Notícias de Portugal e a antiga UPI — United Press International.


Licenciado em História, ao longo dos seus 30 anos de trabalho na agência Lusa, exerceu funções de operador de telefoto, de 1990 a 1996, e foi coordenador do Centro de Documentação e Imagem, de 1996 até 2003. Estava reformado desde maio deste ano.

“A incrível memória” de Válter Aguiar, a sua cultura e o conhecimento que sempre manteve sobre os temas da atualidade são destacados pelos seus antigos camaradas de redação, que recordam nele “o bom colega”, com quem sempre podiam contar.

Depoimentos:

A família das Agências ficou mais pobre. Faleceu o meu colega mais antigo, que se iniciou na TELIMPRENSA, no final dos anos 60, de seu nome Valter Lopes Aguiar ( Esq. na foto). Começou como administrativo na fotografia, passou a operador de telefotos, arquivista, etc. Não precisava de computador. Tinha tudo memorizado na cabeça. Qualquer dúvida... pergunta ao Valter que ele sabe. Dominava todos os assuntos nacionais e internacionais. Da Política ao Desporto. Da Geografia à Religião. Acabou por se licenciar em História. Originário de Vila Pouca de Aguiar e passado ao período da reforma dava actualmente aulas na Universidade Sénior em Benfica. As condições físicas foram-se agravando até que teve uma paragem cardíaca, enquanto fazia diálise, esta quarta feira, não tendo sido possível reanimá-lo. Até sempre companheiro.

Manuel Moura

Conheci e convivi com o Valter desde 76, um excelente profissional e um ser humano de excelência!

A última vez que falámos foi no decorrer de uma apresentação de um livro no anfiteatro da Lusa há três anos se não estou em erro!

Que descanse em paz

Jose Eduardo Guerra

Um tipo extraordinário, com quem se aprendia sempre alguma coisa

Manuel Falcão

Foi uma pessoa marcante na Lusa. Chamava-lhe Database. Era mais rápido que qualquer pesquisa em computador. Reconhecia nas fotos quase todas as pessoas. Era um bem valioso. Foi deitado fora. Isso mandou-o abaixo. Qye descanse em paz

Manuel Almeida

Que pena, grande Valter!!!!! Uma máquina a lembrar-se de pessoas, situações, acontecimentos , etc, tudo na ponta da língua e dos dedos para encontrar os negativos!!! Paz à sua alma!

João Pinheiro de Almeida

segunda-feira, 30 de maio de 2022

Bernardo Oliveira (1950 - 2022)


Bernardo Oliveira, jornalista da agência Lusa durante 38 anos, morreu no domingo à noite, aos 72 anos, no Hospital Garcia de Orta, em Almada, disse hoje à Lusa uma fonte familiar.

Natural de Ponta Delgada, nos Açores, Bernardo Oliveira ingressou como jornalista estagiário na Agência Noticiosa Portuguesa (ANOP) em 01 de junho de 1978, sendo depois jornalista da agência de notícias Lusa, após a fusão da ANOP e a da NP – Notícias de Portugal.

Ainda na ANOP, foi responsável pela delegação da agência Lusa nos Açores e, entre 1987 e 1989, esteve requisitado na RDP/Açores.

Durante o seu percurso no jornalismo de agência, Bernardo Oliveira exerceu, na sede da Agência de Notícias Lusa, o cargo de editor-adjunto da Editoria Comunidades, foi editor da Multimédia, coordenador das editorias Nacional e Desporto, passando ainda por outras editorias.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2022

Recordando João Carreira Bom (1945 - 2002) nos 20 anos da sua morte


 Já não me recordo bem da hora, bem matinal,  em que recebi o telefonema do Emídio Fernando, estava ele de serviço na TSF, com a pior notícia que eu podia receber. Se eu já tinha a informação do falecimento de João Carreira Bom. Faz hoje precisamente 20 anos – cinco depois da criação do Ciberdúvidas da Língua Portuguesa, só possível graças a ele.

O João, com quem eu fizera equipa na editoria Nacional do “Expresso”,  ficando para sempre como um dos meus amigos de vida, deixara o jornalismo por volta de 1989/1990. Passando para o “outro lado”, como se diz na gíria sobre as agências de comunicação e imagem, numa empresa formada de raiz por ele.

Não obstante a sua larguíssima e qualificada experiência no jornalismo diário – desde” O Século” à ANOP –, Vicente Jorge Silva cometeu o erro (e a injustiça) de não o envolver no grupo de jornalistas do “Expresso” que integraram a fundação do “Público”. Recusando manter-se no “Expresso” sob a Direção de José António Saraiva, o João, que tanto amava o jornalismo (e quanto o jornalismo tinha a beneficiar com ele no exercício ativo do jornalismo!), sem outra alternativa, mudou então de atividade profissional. Bem lhe custou essa decisão, na sua “alma” de jornalista! 

Um “salto”, é verdade, que lhe deu desafogo financeiro q.b., até para garantir a viabilização de um serviço gratuito e de acesso universal em prol do idioma oficial dos oito países lusófonos. Mas, também, e acima de tudo, conferindo-lhe absoluta credibilidade num setor não propriamente benfazejo... senão para os que pagam para terem boa imagem nos jornais.

Nestes tempos conspurcados pelo que é “plantado” no que passa nos “media”, mais as “fake news” e demais desinformação à solta, vale a pena recordar dois episódios de João Carreira Bom que ficam para a história do (bom) jornalismo português.

O primeiro foi contado numa recente e deliciosa crónica de Victor Bandarra. 

«Numa campanha dos anos 80, o jornalista João Carreira Bom levanta o braço para fazer uma pergunta numa conferência de Imprensa de um ministro. O governante, que havia botado palavrório durante meia-hora, faz um reparo. "Reparei que não tirou um único apontamento do que eu estive a falar!" Comentário histórico de João Carreira Bom. "E o senhor já disse alguma coisa?”»

O segundo episódio ocorreu estava ele de serviço na então ANOP, quando lhe chegaram rumores sobre a queda de um avião no aeroporto de Lisboa. «Ao que parece» – era assim que a informação lhe chegou –, levava a bordo o então primeiro-ministro, Francisco Sá Carneiro. O «ao que parece», como mandam as boas regras do jornalismo, levou o João a não colocar em linha a informação sem a sua confirmação oficial, com um telefonema prévio para a torre de controlo do aeroporto.  Foi o tempo demorado para ele e a ANOP terem perdido o que seria uma “caixa” mundial – dada por uma agência estrangeira, em Lisboa, que, mandando às urtigas os preceitos neste tipo de informação, disparou logo o que era, ainda, um mero rumor.

Hoje, quando tudo se notícia, seja verdade ou mentira, sem, sequer o indispensável contraditório quando esteja em causa o bom nome de terceiros, que saudades do jornalismo “à” João Carreira Bom!

José Mário Costa, actual responsável pelo Ciberdúvidas, na sua página de Facebook

terça-feira, 18 de janeiro de 2022

João Quintas (1930 - 2022)

Foi, durante décadas, quadro das agências noticiosas portuguesas, na áerea da Agenda. Talvez o que mais tempo esteve nessas funções neste sector da Comunicação Social. Faleceu há quatro dias. Faria hoje 92 anos. Uma figura incontornável, que conviveu com várias gerações de jornalistas, que o recordam como "um senhor". Sempre afável, sempre jovial, sempre prestável. E com um sorriso matreiro, que nunca colocava a descoberto o que estava verdadeiramente a pensar num determinado momento.



  • Pode ser uma imagem de 1 pessoa e ao ar livre

sábado, 5 de dezembro de 2020

Pedro Camacho (1961 - 2020)


Lisboa, 05 dez 2020 (Lusa) – O jornalista Pedro Camacho, antigo diretor de informação da Lusa e atualmente à frente da Direção de Inovação e Novos Projetos, morreu hoje aos 59 anos, vítima de covid-19, depois de várias semanas internado no Hospital de Cascais. 
Pedro Camacho liderou a Lusa entre 2015 e 2018, já depois de ter dirigido a revista Visão entre 2005 e 2015. No seu currículo constam passagens pelos jornais Público e Diário de Notícias, nos quais, entre várias funções, foi responsável pelas respetivas editorias de Economia.

Pedro Camacho era filho dos jornalistas Rui Camacho (antigo Chefe de Redacção da ANOP) e Helena Marques, já falecidos, e irmão de Paulo Camacho, antigo jornalistas da SIC.


Na página do Facebook do José Manuel R. Barroso:

O PEDRO CAMACHO?!!! | QUE TRISTE! 

O ‘miudo’ Pedro Camacho partiu. Partiu?!! Deveras?!! Muita tristeza no meu coração, por ele e por esta família. Nem sei que dizer. Tudo o que consigo, neste momento, é olhar para trás. E abraçar todos.

(Na foto, eu com o Pedro pela mão, o Paulo e a Maria João, a Helena Marques e o Rui Camacho. No Funchal. Falta o Francisco, a quem quase vi nascer, e a quem estendo o meu afetuoso abraço).

domingo, 1 de novembro de 2020

Manuel Luís Mendes (1968 - 2020)

O  editor-regional da agência Lusa no Alentejo, Manuel Luís Mendes, morreu na madrugada deste domingo no Instituto Português de Oncologia (IPO), em Lisboa, onde estava internado, informou a família.

Natural de Caridade, no concelho de Reguengos de Monsaraz, Manuel Luís Mendes, de 52 anos, era jornalista da Lusa desde outubro de 1993, tendo passado a exercer as funções de coordenador da delegação da agência em Évora em abril de 2003 e de chefe de delegação em janeiro do ano seguinte. Era desde junho de 2012 o editor-regional da Lusa no Alentejo.

Antes de ingressar nos quadros da agência Lusa, Manuel Luís Mendes foi jornalista no Diário do Sul e colaborou com duas estações de rádio de Évora.

O jornalista era casado e pai de duas filhas.

A Direção de Informação da agência Lusa sublinhou hoje "a dedicação do Manuel Luís Mendes à Lusa, que muito prestigiou com o seu trabalho de 27 anos no Alentejo".

"Manuel Luís Mendes era um trabalhador dedicado, que consagrou toda a sua vida profissional à Lusa, com todo o orgulho e profissionalismo de que era capaz, e nos honrou sempre, contribuindo para a notoriedade, importância e crédito da Lusa, não só na região que cobria especificamente, como em todo o país", acrescentou a Direção de Informação numa nota aos jornalistas da agência.

Depoimento de Nuno Simas:

O Manel Luís era dono de um grande sentido de humor, sinal de inteligência. Era frontal, direto. Defendia a Lusa e os seus. Era um líder; exigente com os jornalistas, mas igualmente exigente relativamente a quem respondia hierarquicamente! Gostava do seu sotaque alentejano (aquele que eu já perdi...) e da sua risada bem disposta. Vou ter saudades daquela frase com que começava os nossos telefonemas: 'atão, ouve lá...

domingo, 12 de julho de 2020

Para a história das agências noticiosas em Portugal - Lusitânia, telegramas de 1971 a 1974


O Ephemera - Biblioteca e Arquivo de José Pacheco Pereira, acaba de publicar vários telegramas da agência noticiosa Lusitânia, assinados pelo seu fundador, Luís Lupi, dos anos 1971 a 1974.

Sobre a Lusitânia e Lupi temos publicado aqui alguns posts (fazer busca por Lusitânia ou Lupi)

Pacheco Pereira diz, sobre o assunto:

"Lusitânia – Agência Noticiosa da Imprensa Portuguesa (1944-1974) foi a primeira agência noticiosa portuguesa, fundada por Luís Lupi e vocacionada para a difusão de notícias sobre as colónias na metrópole e vice-versa. Funcionava no Largo do Chiado, 12 – 2º, que também era a sede da Sociedade Propaganda de Portugal / Touring Club de Portugal, pertença de Lupi.

Desconhecendo-se o paradeiro do arquivo da Lusitânia os materiais que publicamos são provenientes do Grupo de Estudos e Propaganda do Ultramar (GEUL), uma organização de defesa de Portugal, enquanto unidade inter-continental, que teve como integrantes Luís Lupi, Sarmento Rodrigues, Silva Cunha, Adriano Moreira, Comodoro Carlos Henriques, Alm. Vasco Lopes Alves, Alm. Quintanilha de Mendonça Dias, Alm. Armando Reboredo, Paiva Boléo, Comandante João de Figueiredo, Conde do Funchal, Cor. Celso de Magalhães, Comandante Teixeira da Mota, Conselheiro Silva Tavares, entre outros." (ver aqui)






Máquinas de telex e de telefoto no Museu das Comunicações, em Lisboa


Máquinas de telex e de telefoto no Museu das Comunicações, em Lisboa




domingo, 9 de fevereiro de 2020

José Balonas (1935 - 2020)


(foto-montagem jornal Reconquista)

Do jornal Reconquista:

"José Maria Ventura da Silva Balonas faleceu sexta-feira, dia 7 de fevereiro, em Lisboa, onde estava institucionalizado numa residência para idosos. “Zé Balonas” para uns, “Sr. Balonas” para outros, mas independentemente do nome pelo qual atendia, foi sem dúvida uma figura ímpar, reconhecida por todos, sobretudo pela sua vertente jornalística.

Nasceu em 1935 em Lisboa, tendo rumado com a família para Nisa com apenas seis anos. O bichinho pelas lides jornalísticas nasceu ainda por terras alentejanas, mas foi no distrito de Castelo Branco que se destacou como jornalista. Foi colaborador assíduo do Reconquista, durante décadas, mas terminou a sua carreira em Castelo Branco, onde residia e foi também durante muitos anos correspondente da Agência Lusa no distrito. [de 1982 a 2005, altura em que deixou de exercer o jornalismo]". Também foi, antes, correspondente da Notícias de Portugal.

Depoimentos:

João Pinheiro de Almeida

Meu Deus! Não sabia dele há anos.... Toda a gente na redacção, primeiro na NP e depois na Lusa, se assustava quando ele transmitia notícias pelo telefone!!!!!!! Mas é verdade é que eram mesmo notícias... bom, às vezes.... E quando os correspondentes recebiam à peça, o Balonas lá pedia, aflito, no final: não se esqueça, é Balonas, acrescente lá mais um take ao Balonas. E verdade se diga que eu, por vezes, acrescentava mais um ou dois takes, pois a notícia era mesmo boa..... E dominava aquela zona como poucos. Toda a gente conhecia o Balonas e o Balonas conhecia toda a gente. Descansa em paz, companheiro. Já deves ter dito, quando chegaste lá acima, que eras o Balonas de Castelo Branco e que se for preciso alguma coisa, basta dizer. Abraço e até sempre.

Nuno Simas

O José Balonas era um jornalista que, como diz o LPA, dava trabalho a qualquer editor, mas que fazia o importante para o jornalismo: informação e notícias! O resto, a edição, cabe também aos editores! Os meus sentimentos à família! Até sempre, camarada!

Casimiro Soares Simões

Sentidas condolências à família do nosso camarada albicastrense! O senhor Balonas cumpriu o serviço militar na antiga Índia Portuguesa, tendo estado preso longos meses com outros companheiros, na sequência da anexação de Goa, Damão e Diu pelas forças da União Indiana, em 19 de dezembro de 1961, há quase 60 anos.

Cláudia Páscoa

Os meus sentimentos à família! Dava muito trabalho a rever, mas era um grande companheiro, educado e cordato, e um bom correspondente, pois dominava a sua zona como ninguém. Que descanse em paz!

segunda-feira, 27 de janeiro de 2020

José Carlos Alves (1973 - 2020)


José Carlos Alves nasceu a 11 de junho de 1973 na maternidade Alfredo da Costa na freguesia de São Sebastião da Pedreira, em Lisboa.

Entrou na Lusa nos finais de 1999 em regime de Outsourcing pela empresa Compuquali e poucos anos mais tarde passa aos quadros de efetivos de Lusa. Na época veio reforçar o serviço de suporte da já extinta Direção Técnica, e é no Help Desk que ajudou na reconversão tecnológica da agência para advento da Internet assim com e principalmente para a implementação do na altura inovador SIR – Sistema Informático da Redação.

Nos finais de 2006 sai da Lusa aquando da externalização dos serviços de suporte e administração de sistemas, ficando na agência mais uns anos ao serviço da eChiron. Faleceu este sábado 25 de janeiro de 2020 no Distrito de Vila Real, sendo sepultado em Ribeira de Pena.

Depoimentos:

Teresa Cabral:
Muito novo para nos deixar. Muito boa pessoa... Um otimo colega.

João Pinheiro de Almeida:
Grande Zé Carlos, sempre com um sorriso a atender as nossas irritadas chamadas e infinita paciência para resolver os nossos magnos problemas, que muitas vezes se resumiam a um ficha desligada...

Eduardo Lobão:
recordo o zé carlos como dos gajos mais divertidos que conheci na lusa. sempre com um sorriso e disponível para ajudar.

Carlos Marques da Silva
Que triste vê-lo partir tão cedo. Sempre tão paciente, amável e boa onda.

segunda-feira, 30 de dezembro de 2019

Rui Parracho (1955 - 2019)



O jornalista da agência Lusa Rui Parracho faleceu hoje, na Malveira, no concelho de Mafra, aos 64 anos, na sequência de paragem cardíaca, indicou fonte próxima da família.

Nascido em Queluz, no concelho de Sintra, em 26 de setembro de 1955, Rui Parracho foi jornalista da agência Reuters e entrou depois para a Agência Noticiosa Portuguesa (ANOP), em 1982.

Após a extinção da ANOP, para dar origem à Lusa - Agência de Notícias de Portugal, em 1986, trabalhou como editor adjunto da secção internacional e chefiou as delegações em Cabo Verde e em Marrocos nos anos 1980 e 1990.

Rui Parracho encontrava-se em situação de pré-reforma desde 2010.

Frequentou a Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa na área de estudos anglo-americanos.

Depoimentos:

Eduardo Lobão

acabo de receber uma triste notícia. morreu o rui. o rui parracho, uma referência do jornalismo de agência em portugal e das pessoas que melhor conhecia a realidade africana e mais bem escrevia sobre esse continente, onde chefiou as delegações da lusa em cabo verde e marrocos. a ti, meu camarada rui, onde quer que estejas, fica o meu obrigado pelo que me ensinaste e partilhaste

o rui foi um dos grandes jornalistas de agência em portugal. tive a felicidade de aprender com ele quando entrei para a anop e de lhe suceder à frente da delegação de cabo verde. a agência lusa ficou mais pobre com a saída do rui, por ocasião do processo de pré-reforma e fica agora irremediavelmente mais pobre sem uma das suas referências. até sempre rui.

Tânia Miguel

Grande Rui! Tive o privilégio de trabalhar com ele no piquete da noite! Um Senhor e um Grande Jornalista que muito me ensinou. Sinto muito.

Pedro Figueiredo

Que triste notícia. Um dos jornalistas da "velha guarda" com quem adorei trabalhar e com quem aprendi imenso.

Gabriela Carvalho Chagas

sinto muito a morte do Rui. Parte do que sou devo ao rui que teve tanta paciência para me aturar.

Maria João Almeida

Muito triste. O Rui era daquelas pessoas que nos fazem acreditar que a amizade não precisa de tempo. Que mais posso dizer... Gostava muito dele!

Maria do Céu Novais

Sempre bem disposto. Sempre disponível para ajudar. Uma boa pessoa, um jornalista da "velha guarda"...que triste que tenha partido...paz à sua alma.

Sofia Branco

Os meus sentimentos a familiares e amigos. Conheci o Rui no Kosovo e aprendi muito com ele. Além de bom jornalista, era bom coração. Não poderei estar presente na despedida, porque estou a norte... Entrego-te a ti, por aqui, o meu abraço.

António Mateus

Grande Rui, que tanto me apoiou em quase duas décadas de caminhos em África. Jornalista (com um J imenso) de alma lavada, sorriso fácil e abraço amigo. Guardo-o num cantinho bom das minhas memórias bonitas da agência, onde estará agora a pregar partidas à Noémia de Sousa, com a cumplicidade do Rui Moreira, da Carla Pote, do Namorado, Luis Vitta e de tantos outros bons malandros de uma família única.. Obrigado Rui. Sempre.

terça-feira, 12 de novembro de 2019

Jantar de Natal 2019



10º GRANDE JANTAR DAS AGÊNCIAS 13.DEZEMBRO.2019

Este jantar é organizado para todos os que trabalham ou trabalharam na Lusa ou em qualquer uma das agências noticiosas que a antecederam ou outras que tenham existido. Como sempre, pretende-se essencialmente promover um encontro ou reencontro de pessoas que em comum têm o facto de terem ajudado a escrever a história de grandes casas de que a Lusa é hoje a herdeira.

Dia 13 de Dezembro de 2019, Sexta-feira, às 20h00

Local: Comuna – Teatro de Pesquisa

Morada: Praça de Espanha – Junto ao Hotel Novotel

*Tem estacionamento

MENU

DRINK ‘BOAS VINDAS’

(ESPUMANTE COM LICOR DE CÁSSIS)

ENCHIDOS ASSADOS

PATÊ ATUM

PATÊ FRUTOS DO MAR

QUEIJO FRESCO

AZEITONAS

PÃO SALOIO E BROA

BACALHAU COM BROA

SALADA DA HORTA

PRATO EXCEPÇÃO PARA VEGETARIANOS E VEGANS: LASANHA DE ESPINAFRES COM SALMÃO (É NECESSÁRIO INFORMAR AQUANDO DA INSCRIÇÃO SE FOR ESTA A PREFERÊNCIA)

MOUSSE CHOCOLATE NEGRO

ARROZ DOCE

VINHO TINTO / VINHO BRANCO / CERVEJA/COCA-COLA

ÁGUAS E SUMOS

CAFÉ

PREÇO POR PESSOA: 22,50€

ATENÇÃO: Não há multibanco. O pagamento é feito no dia em dinheiro. Pedimos que levam a quantia tão certa quanto possível para evitar as dificuldades nos trocos.

Participe e seja solidário. Traga uma contribuição para o nosso cabaz solidário (arroz, massa, óleo alimentar, enlatados, etc). O nosso cabaz será entregue às Missionárias da Caridade (Madre Teresa de Calcutá), que por sua vez o dividirão em vários cabazes, a serem entregues a quem mais precisa. Esta instituição atua fortemente em comunidades onde grande parte das famílias vive no limiar da pobreza. Não se esqueçam de ajudar.

Confirme a sua participação até 6 de dezembro por e-mail para:

jantardasagencias@gmail.com

sexta-feira, 25 de outubro de 2019

Vera Futscher Pereira (1953 - 2019)


Faleceu Vera Futscher Pereira, antiga jornalista das agências ANOP e NP, filha do Embaixador Vasco Futscher Pereira, Ministro dos Negócios Estrangeiros do VIII Governo Constitucional (Pinto Balsemão), e irmã do também diplomata, Embaixador Bernardo Futscher Pereira.

Vera Futscher Pereira nasceu em 1953, em Léopoldville, Kinshasa, passou uma parte da infância em São Francisco, nos EUA, e um período da adolescência em Madrid.

Após concluir o Curso de Formação Artística, na Sociedade Nacional de Belas Artes, em Lisboa (1974), e de um estágio no Centre de Formation de Journalistes, em Paris (1975), começou a trabalhar como tradutora no “Jornal Novo” (1976).

Foi jornalista nas agências noticiosas “ANOP” e “NP” (1977-1984) e Relações Públicas na Cinemateca Portuguesa (1983-1986).

Desde 1986 exerceu a profissão de intérprete de conferência, após completar um estágio de formação organizado pelo Parlamento Europeu, na École de Traduction et d’Interprétation da Universidade de Genebra.


Foi sócia fundadora das empresas “Cliché, Lda” (1980-1985), loja e editora de discos, e “Gabinete de Intérpretes Internacionais de Conferências, Lda” (1990-2006). Trabalhou como intérprete e tradutora em regime de freelance a partir de 1987. Era autora do blog “Retrovisor”, o mesmo nome de um livro que escreveu sobre a história da família.

Em 2017, Vera e Bernardo doaram o espólio documental do pai ao Ministério dos Negócios Estrangeiros.

Alguns depoimentos de camaradas das Agências:

Um meteorito que passou por nós, os "das agências". Sentimos desde sempre que era de outro mundo. Superior. RIP (Fernando Correia de Oliveira)

Apesar de "meteorito", trabalhei muito tempo com ela e gostava muito dela. Lembro-me que escrevia uns textos praticamente perfeitos, onde nem as vírgulas era preciso alterar. Para já não mencionar a excelente educação e correção como ser humano. Mais tarde, tornou-se intérprete. Há uns anos publicou um livro onde conta a história da sua família. Muito interessante. (Ana Glória Lucas)

Que tristeza. Trabalhei muito tempo com a Vera no Internacional. Era uma excelente jornalista, que se dedicou depois à tradução e interpretação simultânea, tendo trabalhado para as instituições europeias. (Artur Margalho)

quarta-feira, 18 de setembro de 2019

Para uma História das Agências Noticiosas em Portugal - Manuel de Correspondentes da ANI, 1975


Do espólio do Luís Pinheiro de Almeida trazemos hoje um Manual de Correspondentes, produzido na ANI e publicado em Janeiro de 1975. Tem 30 páginas, em forma de dossier apenas impresso na frente das folhas.

Deverá tratar-se do primeiro documento do género, antes mesmo do Livro de Estilo, surgido depois do 25 de Abril de 1974. Terá sido feito por "RC", que não  conseguimos identificar. Sendo ainda assinado por "em" e "if".

quinta-feira, 6 de junho de 2019

sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

Susete Fernanda (1945 - 2019)


Susete Fernanda foi telefonista na ANOP e na Lusa. Em baixo, é a segunda a contar da esquerda, na primeira fila. Na última fotografia, julgamos que será quem aparece em primeiro plano, numa festa de Natal da ANOP.

Recorda o jornalista Carlos Simões - "Foi muitas vezes fundamental para conseguir as informações indispensáveis para notícias em situações de crise. Foi uma grande facilitadora do trabalho da redacção".

Recorda o Documentalista Manuel José Nunes Almeida: "A Susete conseguia em momentos de grande pressão responder com rapidez, o que nem sempre seria fácil. Recordo-me que recebi chamadas que lhe tinha solicitado, a ouvi-la falar com outros colegas que lhe estavam a fazer pedidos. Na Lusa a central telefónica, não me recordo se desde o início, era no piso do Centro de Documentação e via-a frequentemente.


domingo, 30 de dezembro de 2018

Carlos Veiga Pereira (1927 - 2018)


Morreu o jornalista com a Carteira Profissional mais antiga do país. Carlos Veiga Pereira foi diretor de informação da RTP de 1975 a 1976, chefe de redação do Diário de Lisboa e diretor da ANOP. Foi ainda membro do Conselho de Imprensa e presidente da Alta Autoridade para a Comunicação Social.

O jornalista morreu este sábado no Hospital da Luz, em Lisboa. A sua Carteira Profissional tinha o número 01A.

Veiga Pereira trabalhou em vários jornais, nomeadamente o Diário de Lisboa, onde foi chefe de redação, e o Jornal Novo.

Nos anos de 1950/1960 fez parte da equipa do vespertino Diário Ilustrado, com Miguel Urbano Rodrigues, Victor Cunha Rêgo e José Manuel Tengarrinha, tendo coordenado o Suplemento Económico, até à intervenção das forças da ditadura do Estado Novo.

“Ele foi toda a vida um jornalista comprometido com a verdade da informação”, salientou Manuel Pedroso Marques, ex-presidente da agência Lusa, que era amigo de Veiga Pereira, nascido em Angola, em março de 1927.

"Gostava de falar com o Veiga Pereira (já não trabalhei diretamente com ele na Lusa). Tinha um grande, fino, cortante sentido de humor... uma qualidade que considero essencial num ser humano!", recorda o jornalista Nuno Simas.

Depoimentio da jornalista Luísa Tito de Morais:

Conheci o Veiga em Paris, nos anos 60, em casa de um amigo comum, o Câmara Pires. Era lá que nos encontrávamos todos, ou quase todos, aqueles para quem ser antifascista e anticolonialista, na altura, era difícil. Reencontrei-o só em 1975 quando fui trabalhar para a ANOP, depois Lusa. Com uma vida dedicada ao jornalismo, em Angola, Portugal e França, mas também à democracia quero lembrar que ele foi preso nos anos 50, com Agostinho Neto, Pedro Ramos de Almeida e muitos outros por pertencerem ao MUD Juvenil. Deve-se a ele, como jornalista, a pergunta numa conferência de imprensa a Humberto Delgado:"caso seja eleito, o que fará em relação a Salazar?". Ao que Delgado respondeu:"obviamente demito-o".

Depois da reforma, para além de o ver sempre nos concertos da Gulbenkian, estava com ele nos almoços dos ex-lusas e lusas que se realizam assiduamente e era sempre com enorme prazer que o ouvia contar mil e uma histórias, cheias de humor, que só ele conhecia. Vou ter muitas saudades delas.

Depoimento de Manuel José Nunes de Almeida:

O Veiga Pereira era um utilizador frequente do Centro de Documentação Texto da ANOP. Juntamente com o Ferreira Marques e o Roby Amorim tinham sempre conversas interessantes.

Com Bruno Domingues da Ponte fundou as Edições Salamandra em 1985, que continuaram de certo modo o legado da Minotauro, fundada em 1960 pelo primeiro.

Encontrava-o com frequência, amável como sempre, nas "Avenidas Novas" com a mulher.