sábado, 5 de dezembro de 2020
Pedro Camacho (1961 - 2020)
domingo, 1 de novembro de 2020
Manuel Luís Mendes (1968 - 2020)
O editor-regional da
agência Lusa no Alentejo, Manuel Luís Mendes, morreu na madrugada deste domingo
no Instituto Português de Oncologia (IPO), em Lisboa, onde estava internado,
informou a família.
Natural de Caridade, no concelho de Reguengos de Monsaraz, Manuel Luís Mendes, de 52 anos, era jornalista da Lusa desde outubro de 1993, tendo passado a exercer as funções de coordenador da delegação da agência em Évora em abril de 2003 e de chefe de delegação em janeiro do ano seguinte. Era desde junho de 2012 o editor-regional da Lusa no Alentejo.
Antes de ingressar nos quadros da agência Lusa, Manuel Luís Mendes foi jornalista no Diário do Sul e colaborou com duas estações de rádio de Évora.
O jornalista era casado e pai de duas filhas.
A Direção de Informação da agência Lusa sublinhou hoje "a dedicação do Manuel Luís Mendes à Lusa, que muito prestigiou com o seu trabalho de 27 anos no Alentejo".
"Manuel Luís Mendes era um trabalhador dedicado, que consagrou toda a sua vida profissional à Lusa, com todo o orgulho e profissionalismo de que era capaz, e nos honrou sempre, contribuindo para a notoriedade, importância e crédito da Lusa, não só na região que cobria especificamente, como em todo o país", acrescentou a Direção de Informação numa nota aos jornalistas da agência.
Depoimento de Nuno Simas:
O Manel Luís era dono de um grande sentido de humor, sinal de inteligência. Era frontal, direto. Defendia a Lusa e os seus. Era um líder; exigente com os jornalistas, mas igualmente exigente relativamente a quem respondia hierarquicamente! Gostava do seu sotaque alentejano (aquele que eu já perdi...) e da sua risada bem disposta. Vou ter saudades daquela frase com que começava os nossos telefonemas: 'atão, ouve lá...
domingo, 12 de julho de 2020
Para a história das agências noticiosas em Portugal - Lusitânia, telegramas de 1971 a 1974
O Ephemera - Biblioteca e Arquivo de José Pacheco Pereira, acaba de publicar vários telegramas da agência noticiosa Lusitânia, assinados pelo seu fundador, Luís Lupi, dos anos 1971 a 1974.
Sobre a Lusitânia e Lupi temos publicado aqui alguns posts (fazer busca por Lusitânia ou Lupi)
Pacheco Pereira diz, sobre o assunto:
"Lusitânia – Agência Noticiosa da Imprensa Portuguesa (1944-1974) foi a primeira agência noticiosa portuguesa, fundada por Luís Lupi e vocacionada para a difusão de notícias sobre as colónias na metrópole e vice-versa. Funcionava no Largo do Chiado, 12 – 2º, que também era a sede da Sociedade Propaganda de Portugal / Touring Club de Portugal, pertença de Lupi.
Desconhecendo-se o paradeiro do arquivo da Lusitânia os materiais que publicamos são provenientes do Grupo de Estudos e Propaganda do Ultramar (GEUL), uma organização de defesa de Portugal, enquanto unidade inter-continental, que teve como integrantes Luís Lupi, Sarmento Rodrigues, Silva Cunha, Adriano Moreira, Comodoro Carlos Henriques, Alm. Vasco Lopes Alves, Alm. Quintanilha de Mendonça Dias, Alm. Armando Reboredo, Paiva Boléo, Comandante João de Figueiredo, Conde do Funchal, Cor. Celso de Magalhães, Comandante Teixeira da Mota, Conselheiro Silva Tavares, entre outros." (ver aqui)
domingo, 9 de fevereiro de 2020
José Balonas (1935 - 2020)
Do jornal Reconquista:
"José Maria Ventura da Silva Balonas faleceu sexta-feira, dia 7 de fevereiro, em Lisboa, onde estava institucionalizado numa residência para idosos. “Zé Balonas” para uns, “Sr. Balonas” para outros, mas independentemente do nome pelo qual atendia, foi sem dúvida uma figura ímpar, reconhecida por todos, sobretudo pela sua vertente jornalística.
Nasceu em 1935 em Lisboa, tendo rumado com a família para Nisa com apenas seis anos. O bichinho pelas lides jornalísticas nasceu ainda por terras alentejanas, mas foi no distrito de Castelo Branco que se destacou como jornalista. Foi colaborador assíduo do Reconquista, durante décadas, mas terminou a sua carreira em Castelo Branco, onde residia e foi também durante muitos anos correspondente da Agência Lusa no distrito. [de 1982 a 2005, altura em que deixou de exercer o jornalismo]". Também foi, antes, correspondente da Notícias de Portugal.
Depoimentos:
João Pinheiro de Almeida
Meu Deus! Não sabia dele há anos.... Toda a gente na redacção, primeiro na NP e depois na Lusa, se assustava quando ele transmitia notícias pelo telefone!!!!!!! Mas é verdade é que eram mesmo notícias... bom, às vezes.... E quando os correspondentes recebiam à peça, o Balonas lá pedia, aflito, no final: não se esqueça, é Balonas, acrescente lá mais um take ao Balonas. E verdade se diga que eu, por vezes, acrescentava mais um ou dois takes, pois a notícia era mesmo boa..... E dominava aquela zona como poucos. Toda a gente conhecia o Balonas e o Balonas conhecia toda a gente. Descansa em paz, companheiro. Já deves ter dito, quando chegaste lá acima, que eras o Balonas de Castelo Branco e que se for preciso alguma coisa, basta dizer. Abraço e até sempre.
Nuno Simas
O José Balonas era um jornalista que, como diz o LPA, dava trabalho a qualquer editor, mas que fazia o importante para o jornalismo: informação e notícias! O resto, a edição, cabe também aos editores! Os meus sentimentos à família! Até sempre, camarada!
Casimiro Soares Simões
Sentidas condolências à família do nosso camarada albicastrense! O senhor Balonas cumpriu o serviço militar na antiga Índia Portuguesa, tendo estado preso longos meses com outros companheiros, na sequência da anexação de Goa, Damão e Diu pelas forças da União Indiana, em 19 de dezembro de 1961, há quase 60 anos.
Cláudia Páscoa
Os meus sentimentos à família! Dava muito trabalho a rever, mas era um grande companheiro, educado e cordato, e um bom correspondente, pois dominava a sua zona como ninguém. Que descanse em paz!
segunda-feira, 27 de janeiro de 2020
José Carlos Alves (1973 - 2020)
José Carlos Alves nasceu a 11 de junho de 1973 na maternidade Alfredo da Costa na freguesia de São Sebastião da Pedreira, em Lisboa.
Entrou na Lusa nos finais de 1999 em regime de Outsourcing pela empresa Compuquali e poucos anos mais tarde passa aos quadros de efetivos de Lusa. Na época veio reforçar o serviço de suporte da já extinta Direção Técnica, e é no Help Desk que ajudou na reconversão tecnológica da agência para advento da Internet assim com e principalmente para a implementação do na altura inovador SIR – Sistema Informático da Redação.
Nos finais de 2006 sai da Lusa aquando da externalização dos serviços de suporte e administração de sistemas, ficando na agência mais uns anos ao serviço da eChiron. Faleceu este sábado 25 de janeiro de 2020 no Distrito de Vila Real, sendo sepultado em Ribeira de Pena.
Depoimentos:
Teresa Cabral:
Muito novo para nos deixar. Muito boa pessoa... Um otimo colega.
João Pinheiro de Almeida:
Grande Zé Carlos, sempre com um sorriso a atender as nossas irritadas chamadas e infinita paciência para resolver os nossos magnos problemas, que muitas vezes se resumiam a um ficha desligada...
Eduardo Lobão:
recordo o zé carlos como dos gajos mais divertidos que conheci na lusa. sempre com um sorriso e disponível para ajudar.
Carlos Marques da Silva
Que triste vê-lo partir tão cedo. Sempre tão paciente, amável e boa onda.
segunda-feira, 30 de dezembro de 2019
Rui Parracho (1955 - 2019)
O jornalista da agência Lusa Rui Parracho faleceu hoje, na Malveira, no concelho de Mafra, aos 64 anos, na sequência de paragem cardíaca, indicou fonte próxima da família.
Nascido em Queluz, no concelho de Sintra, em 26 de setembro de 1955, Rui Parracho foi jornalista da agência Reuters e entrou depois para a Agência Noticiosa Portuguesa (ANOP), em 1982.
Após a extinção da ANOP, para dar origem à Lusa - Agência de Notícias de Portugal, em 1986, trabalhou como editor adjunto da secção internacional e chefiou as delegações em Cabo Verde e em Marrocos nos anos 1980 e 1990.
Rui Parracho encontrava-se em situação de pré-reforma desde 2010.
Frequentou a Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa na área de estudos anglo-americanos.
Depoimentos:
Eduardo Lobão
acabo de receber uma triste notícia. morreu o rui. o rui parracho, uma referência do jornalismo de agência em portugal e das pessoas que melhor conhecia a realidade africana e mais bem escrevia sobre esse continente, onde chefiou as delegações da lusa em cabo verde e marrocos. a ti, meu camarada rui, onde quer que estejas, fica o meu obrigado pelo que me ensinaste e partilhaste
o rui foi um dos grandes jornalistas de agência em portugal. tive a felicidade de aprender com ele quando entrei para a anop e de lhe suceder à frente da delegação de cabo verde. a agência lusa ficou mais pobre com a saída do rui, por ocasião do processo de pré-reforma e fica agora irremediavelmente mais pobre sem uma das suas referências. até sempre rui.
Tânia Miguel
Grande Rui! Tive o privilégio de trabalhar com ele no piquete da noite! Um Senhor e um Grande Jornalista que muito me ensinou. Sinto muito.
Pedro Figueiredo
Que triste notícia. Um dos jornalistas da "velha guarda" com quem adorei trabalhar e com quem aprendi imenso.
Gabriela Carvalho Chagas
sinto muito a morte do Rui. Parte do que sou devo ao rui que teve tanta paciência para me aturar.
Maria João Almeida
Muito triste. O Rui era daquelas pessoas que nos fazem acreditar que a amizade não precisa de tempo. Que mais posso dizer... Gostava muito dele!
Maria do Céu Novais
Sempre bem disposto. Sempre disponível para ajudar. Uma boa pessoa, um jornalista da "velha guarda"...que triste que tenha partido...paz à sua alma.
Sofia Branco
Os meus sentimentos a familiares e amigos. Conheci o Rui no Kosovo e aprendi muito com ele. Além de bom jornalista, era bom coração. Não poderei estar presente na despedida, porque estou a norte... Entrego-te a ti, por aqui, o meu abraço.
António Mateus
Grande Rui, que tanto me apoiou em quase duas décadas de caminhos em África. Jornalista (com um J imenso) de alma lavada, sorriso fácil e abraço amigo. Guardo-o num cantinho bom das minhas memórias bonitas da agência, onde estará agora a pregar partidas à Noémia de Sousa, com a cumplicidade do Rui Moreira, da Carla Pote, do Namorado, Luis Vitta e de tantos outros bons malandros de uma família única.. Obrigado Rui. Sempre.
terça-feira, 12 de novembro de 2019
Jantar de Natal 2019
10º GRANDE JANTAR DAS AGÊNCIAS 13.DEZEMBRO.2019
Este jantar é organizado para todos os que trabalham ou trabalharam na Lusa ou em qualquer uma das agências noticiosas que a antecederam ou outras que tenham existido. Como sempre, pretende-se essencialmente promover um encontro ou reencontro de pessoas que em comum têm o facto de terem ajudado a escrever a história de grandes casas de que a Lusa é hoje a herdeira.
Dia 13 de Dezembro de 2019, Sexta-feira, às 20h00
Local: Comuna – Teatro de Pesquisa
Morada: Praça de Espanha – Junto ao Hotel Novotel
*Tem estacionamento
MENU
DRINK ‘BOAS VINDAS’
(ESPUMANTE COM LICOR DE CÁSSIS)
ENCHIDOS ASSADOS
PATÊ ATUM
PATÊ FRUTOS DO MAR
QUEIJO FRESCO
AZEITONAS
PÃO SALOIO E BROA
BACALHAU COM BROA
SALADA DA HORTA
PRATO EXCEPÇÃO PARA VEGETARIANOS E VEGANS: LASANHA DE ESPINAFRES COM SALMÃO (É NECESSÁRIO INFORMAR AQUANDO DA INSCRIÇÃO SE FOR ESTA A PREFERÊNCIA)
MOUSSE CHOCOLATE NEGRO
ARROZ DOCE
VINHO TINTO / VINHO BRANCO / CERVEJA/COCA-COLA
ÁGUAS E SUMOS
CAFÉ
PREÇO POR PESSOA: 22,50€
ATENÇÃO: Não há multibanco. O pagamento é feito no dia em dinheiro. Pedimos que levam a quantia tão certa quanto possível para evitar as dificuldades nos trocos.
Participe e seja solidário. Traga uma contribuição para o nosso cabaz solidário (arroz, massa, óleo alimentar, enlatados, etc). O nosso cabaz será entregue às Missionárias da Caridade (Madre Teresa de Calcutá), que por sua vez o dividirão em vários cabazes, a serem entregues a quem mais precisa. Esta instituição atua fortemente em comunidades onde grande parte das famílias vive no limiar da pobreza. Não se esqueçam de ajudar.
Confirme a sua participação até 6 de dezembro por e-mail para:
jantardasagencias@gmail.com
sexta-feira, 25 de outubro de 2019
Vera Futscher Pereira (1953 - 2019)
Faleceu Vera Futscher Pereira, antiga jornalista das agências ANOP e NP, filha do Embaixador Vasco Futscher Pereira, Ministro dos Negócios Estrangeiros do VIII Governo Constitucional (Pinto Balsemão), e irmã do também diplomata, Embaixador Bernardo Futscher Pereira.
Vera Futscher Pereira nasceu em 1953, em Léopoldville, Kinshasa, passou uma parte da infância em São Francisco, nos EUA, e um período da adolescência em Madrid.
Após concluir o Curso de Formação Artística, na Sociedade Nacional de Belas Artes, em Lisboa (1974), e de um estágio no Centre de Formation de Journalistes, em Paris (1975), começou a trabalhar como tradutora no “Jornal Novo” (1976).
Foi jornalista nas agências noticiosas “ANOP” e “NP” (1977-1984) e Relações Públicas na Cinemateca Portuguesa (1983-1986).
Desde 1986 exerceu a profissão de intérprete de conferência, após completar um estágio de formação organizado pelo Parlamento Europeu, na École de Traduction et d’Interprétation da Universidade de Genebra.
Foi sócia fundadora das empresas “Cliché, Lda” (1980-1985), loja e editora de discos, e “Gabinete de Intérpretes Internacionais de Conferências, Lda” (1990-2006). Trabalhou como intérprete e tradutora em regime de freelance a partir de 1987. Era autora do blog “Retrovisor”, o mesmo nome de um livro que escreveu sobre a história da família.
Em 2017, Vera e Bernardo doaram o espólio documental do pai ao Ministério dos Negócios Estrangeiros.
Alguns depoimentos de camaradas das Agências:
Um meteorito que passou por nós, os "das agências". Sentimos desde sempre que era de outro mundo. Superior. RIP (Fernando Correia de Oliveira)
Apesar de "meteorito", trabalhei muito tempo com ela e gostava muito dela. Lembro-me que escrevia uns textos praticamente perfeitos, onde nem as vírgulas era preciso alterar. Para já não mencionar a excelente educação e correção como ser humano. Mais tarde, tornou-se intérprete. Há uns anos publicou um livro onde conta a história da sua família. Muito interessante. (Ana Glória Lucas)
Que tristeza. Trabalhei muito tempo com a Vera no Internacional. Era uma excelente jornalista, que se dedicou depois à tradução e interpretação simultânea, tendo trabalhado para as instituições europeias. (Artur Margalho)
quarta-feira, 18 de setembro de 2019
Para uma História das Agências Noticiosas em Portugal - Manuel de Correspondentes da ANI, 1975
Do espólio do Luís Pinheiro de Almeida trazemos hoje um Manual de Correspondentes, produzido na ANI e publicado em Janeiro de 1975. Tem 30 páginas, em forma de dossier apenas impresso na frente das folhas.
Deverá tratar-se do primeiro documento do género, antes mesmo do Livro de Estilo, surgido depois do 25 de Abril de 1974. Terá sido feito por "RC", que não conseguimos identificar. Sendo ainda assinado por "em" e "if".
quinta-feira, 6 de junho de 2019
Ainda sobre Carlos Veiga Pereira - "O insubmisso sereno"
Ainda sobre Carlos Veiga Pereira, já referido aqui, referência agora surgida no nº 69 da revista Jornalismo & Jornalistas.
sexta-feira, 4 de janeiro de 2019
Susete Fernanda (1945 - 2019)
Susete Fernanda foi telefonista na ANOP e na Lusa. Em baixo, é a segunda a contar da esquerda, na primeira fila. Na última fotografia, julgamos que será quem aparece em primeiro plano, numa festa de Natal da ANOP.
Recorda o jornalista Carlos Simões - "Foi muitas vezes fundamental para conseguir as informações indispensáveis para notícias em situações de crise. Foi uma grande facilitadora do trabalho da redacção".
Recorda o Documentalista Manuel José Nunes Almeida: "A Susete conseguia em momentos de grande pressão responder com rapidez, o que nem sempre seria fácil. Recordo-me que recebi chamadas que lhe tinha solicitado, a ouvi-la falar com outros colegas que lhe estavam a fazer pedidos. Na Lusa a central telefónica, não me recordo se desde o início, era no piso do Centro de Documentação e via-a frequentemente.
domingo, 30 de dezembro de 2018
Carlos Veiga Pereira (1927 - 2018)
Morreu o jornalista com a Carteira Profissional mais antiga do país. Carlos Veiga Pereira foi diretor de informação da RTP de 1975 a 1976, chefe de redação do Diário de Lisboa e diretor da ANOP. Foi ainda membro do Conselho de Imprensa e presidente da Alta Autoridade para a Comunicação Social.
O jornalista morreu este sábado no Hospital da Luz, em Lisboa. A sua Carteira Profissional tinha o número 01A.
Veiga Pereira trabalhou em vários jornais, nomeadamente o Diário de Lisboa, onde foi chefe de redação, e o Jornal Novo.
Nos anos de 1950/1960 fez parte da equipa do vespertino Diário Ilustrado, com Miguel Urbano Rodrigues, Victor Cunha Rêgo e José Manuel Tengarrinha, tendo coordenado o Suplemento Económico, até à intervenção das forças da ditadura do Estado Novo.
“Ele foi toda a vida um jornalista comprometido com a verdade da informação”, salientou Manuel Pedroso Marques, ex-presidente da agência Lusa, que era amigo de Veiga Pereira, nascido em Angola, em março de 1927.
"Gostava de falar com o Veiga Pereira (já não trabalhei diretamente com ele na Lusa). Tinha um grande, fino, cortante sentido de humor... uma qualidade que considero essencial num ser humano!", recorda o jornalista Nuno Simas.
Depoimentio da jornalista Luísa Tito de Morais:
Conheci o Veiga em Paris, nos anos 60, em casa de um amigo comum, o Câmara Pires. Era lá que nos encontrávamos todos, ou quase todos, aqueles para quem ser antifascista e anticolonialista, na altura, era difícil. Reencontrei-o só em 1975 quando fui trabalhar para a ANOP, depois Lusa. Com uma vida dedicada ao jornalismo, em Angola, Portugal e França, mas também à democracia quero lembrar que ele foi preso nos anos 50, com Agostinho Neto, Pedro Ramos de Almeida e muitos outros por pertencerem ao MUD Juvenil. Deve-se a ele, como jornalista, a pergunta numa conferência de imprensa a Humberto Delgado:"caso seja eleito, o que fará em relação a Salazar?". Ao que Delgado respondeu:"obviamente demito-o".
Depois da reforma, para além de o ver sempre nos concertos da Gulbenkian, estava com ele nos almoços dos ex-lusas e lusas que se realizam assiduamente e era sempre com enorme prazer que o ouvia contar mil e uma histórias, cheias de humor, que só ele conhecia. Vou ter muitas saudades delas.
Depoimento de Manuel José Nunes de Almeida:
O Veiga Pereira era um utilizador frequente do Centro de Documentação Texto da ANOP. Juntamente com o Ferreira Marques e o Roby Amorim tinham sempre conversas interessantes.
Com Bruno Domingues da Ponte fundou as Edições Salamandra em 1985, que continuaram de certo modo o legado da Minotauro, fundada em 1960 pelo primeiro.
Encontrava-o com frequência, amável como sempre, nas "Avenidas Novas" com a mulher.
sábado, 24 de novembro de 2018
sábado, 22 de setembro de 2018
O QUE ESTAIS A FAZER?

Amâncio Resende - ?
Anabela Anselmo - reforma
António Bilrero - ?
Artur Ascenso - pré-reforma
B B B B B B B B B
C C C C C C C C C
Ção Matos - reforma
Carminda Jorge
Carolina Dias
Cecília Jorge - editora sénior no "Macau Daily Times"
D D D D D D D D D
Dulce Salzedas - SIC
E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E
Eduardo Cintra Torres - cronista no Correio da Manhã
F F F F F F F F F F F F F
Fátima Silva -
Fernanda Figueiredo - Lusa
Fernando Trigo
Fernando Peixeiro - Lusa
Fernando Valdez - pré-reforma
Fialho de Oliveira - reforma
Filipa Araújo - freelancer
Francisca Leal
Francisco Assunção - reforma
Francisco Máximo - reforma
G G G G G G G G G
Gabriela Chagas - Lusa
Gracinda Santos
Guilherme Venâncio - editor da Sábado
H H H H H
Horta Lobo
I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I
Isabel Athayde Cordeiro - Remax
João Milheiro - reforma
Jorge Moura - reforma
Jorge Wemans
Júlia Fernandes - RTP
L L L L
Leonor Sá Machado - reforma
Lino Soares - reforma
M M M M M M M M M
Magda Viana - freelancer, pré-reforma
Maria João Almeida Fernandes
Maria João Paiva - Lusa
Nádea Rodrigues - Lusa
O O O O O O
Otília Leitão - reforma
P P P P P P P P P P P P P P P P P P P P P P P P P P P P P P P P P P P P P P P
Paula Colaço - gabinete de Comunicação da Câmara Municipal de Cascais
Paulo Nogueira dos Santos - director técnico da Lusa desde 2005
R R R R R R R R R R
Rui Araújo - TVI
Rui Parracho
S S S S S S S S S S S S
Santos Gomes - reforma
Serafim Lobato - reforma
Sónia Jorge - Lusa
T T T T T T T T T T T T T
V V V V V V V V V V V V V
Valdemar Afonso - rabugento
quinta-feira, 5 de julho de 2018
Manuela Ferreira - 1950 - 2018
Da notícia da LUSA:
A jornalista Manuela Ferreira, que exerceu diversos cargos nas agências noticiosas ANOP, NP e Lusa, faleceu no final a 26 de Junho, no hospital de Santarém, onde estava internada.
Manuela Ferreira, 68 anos, entrou na agência ANOP em 1980 e a sua vida profissional esteve, durante décadas, ligada ao jornalismo de agência, onde desempenhou vários cargos como editora – do Piquete da noite, do País – e como coordenadora do serviço Nacional e do serviço Internacional.
Conforme recorda a sua antiga colega de agência Otília Leitão, Manuela Ferreira foi a primeira mulher a ser delegada da agência (ANOP) em Moçambique, numa altura em que aquele país era presidido por Samora Machel.
Entre maio de 1987 e setembro de 1988, Manuela Ferreira foi cooperante da República de Cabo Verde, país onde trabalhou no jornal "Voz di Povo".
Otília Leitão, que foi delegada da agência Lusa em Cabo Verde e Moçambique, recorda Manuela Ferreira como uma "grande jornalista" e uma "mulher discreta, trabalhadora e lutadora", capaz de enfrentar os mais diversos desafios profissionais. Manuela Ferreira, que deixa uma filha, advogada de profissão, vivia, desde que se reformou no Pé da Serra, Rio Maior.
Do Senado de Odivelas:
Morreu a primeira Senadora de Odivelas Foi escolhida pelos pares do Senado de Odivelas desde a primeira hora para fundadora, considerando o indelével trabalho que desenvolveu ao longo das ultimas décadas ao serviço desta causa. Falar sereno e olhar doce, era senhora de eficaz persistência, apoiada num discreto mas acutilante saber.
Manuela Ferreira, jornalista da Lusa, nasceu em Luanda, estudou na Faculdade de Letras de Lisboa e dedicou grande parte da sua vida ao jornalismo. A sua ligação a Odivelas vem dos tempos em que falar de Odivelas ser Concelho era quase proibido e gerava consequências... . Mesmo contra a vontade do poder instituído, sempre publicou a vontade expressada pelas pessoas… Jornalista!
A sua partida trouxe uma forte comoção a todos os elementos do Senado de Odivelas. Vergamo-nos perante a forma como sempre quis estar ao lado dos interesses das pessoas de Odivelas. Obrigado!
Da Rádio Cruzeiro (Odivelas):
Ao final da manhã, caiu na redacção da Rádio Cruzeiro a notícia que a todos deixa consternados. Morreu Manuela Ferreira, jornalista, uma das grandes impulsionadoras da criação do concelho de Odivelas, fundadora da Associação Senado D. Dinis – Senado de Odivelas e ex-autarca na freguesia da Ramada.
Manuela Ferreira […] sempre lutou pela verdade, mesmo quando ela colidiu com a vontade do poder instituído. A sua partida trouxe uma forte comoção a todos os elementos do Senado de Odivelas. Numa das primeiras reacções ao óbito, José Barão das Neves, também fundador da Associação Senado D. Dinis, inconsolável, refere: “Perdi uma amiga, deixou-nos uma grande, mas mesmo grande, senhora! […]”
Outros testemunhos, de camaradas jornalistas:
Gabriela Carvalho Chagas
Fiquei chocada com esta noticia de hoje. A Manuela foi minha editora da manhã e uma das pessoas que fez de mim o que sou hoje. A Manuela tinha ar de ter mau feitio, por vezes era bruta na forma mas muito doce no conteúdo. A Manuela foi um marco na minha vida enquanto jornalista da Lusa e a Manuela faz-nos falta. Um beijo a ti Manuela e que descanses em paz.
Jorge Da Cunha Galvão
O meu sentido pesar. E um beijo à Rita. Guardo da Manuela a melhor das imagens. Lembro-me de, estando na NP, ter ido ao aeroporto buscá-la e ido levá-la a casa em Odivelas, salvo erro, pois não havia carro e motorista disponivel e eu disse ao professor Trigo, não se apoquente que vou lá eu. Vinha com bastante bagagem e a filha bebé nos braços.
Sónia Ferreira
Nunca trabalhei diretamente com a Manuela, quando me via falava de livros que tinha lido e queria saber o que andar eu a ler, o que dava sempre conversas interessantes. A alegria com que falava da filha, a Micas, a quem deixo os meus sentimentos, e o cuidado generoso em saber dos meus filhos, tocaram me muito. Querida Micas, um abração, como se despedia a Manuela.
Fernando Zamith
E foi uma lutadora. Andava de motorizada em Maputo, à caça das notícias. Uma boa camarada, que me ajudou muito a compreender como (se pode) ser jornalista em Moçambique. Que descanse em paz. Os meus sentimentos à família.
Ricardo Bordalo
Quando cheguei à Lusa... correspondente em Viseu, Início de 1994... a Manuela era editora do País, acho que assim se chamava a secção... foi impecável na forma como me debutou na casa... Atenciosa e disponível... Lamento muito...
Nádea Rodrigues
Sempre gostei da Manuela e guardo algumas conversas que por um ou outro motivo me ficaram na memória. Em comum tínhamos Odivelas, o gosto pelos animais e uma complicações respiratórias. Que descanse em paz.
Eduardo Lobão
Descansa em paz, Manela. eras uma rezingona. uma grande camarada e das melhores profissionais que conheci. A tua rezinga, o teu profissionalismo vão fazer muita falta.
segunda-feira, 21 de maio de 2018
quarta-feira, 16 de maio de 2018
Roby Amorim e o Elucidário de Conhecimentos Quase Inúteis
Sobre Roby Amorim já se escreveu aqui. Também pode encontrar mais elementos sobre ele aqui. Inserem-se agora duas notícias, uma de O Jornal, assinada por Fernando Dacosta: outra, do Diário Popular, da autoria de Orlando Raimundo e Eduardo Guerra Carneiro. Ambas de 1985, e referentes à obra então publicada, Elucidário de Conhecimentos Quase Inúteis. (material chegado através de Manuel José Nunes de Almeida)
sábado, 12 de maio de 2018
Para uma história das agências noticiosas em Portugal - o primeiro Livro de Estilo
A ANOP terá sido o primeiro, ou um dos primeiros OCS portugueses a reger-se por um Livro de Estilo. Teve-o a partir de Julho de 1981. A Administração louva Maria Luísa (Metzner) Leone pela contribuição que deu para ele. (Espólio João Pedro Martins)


































































