sábado, 6 de fevereiro de 2016

Para uma História das Agências Noticiosas - Memórias de Luís Lupi, fundador da Lusitânia VI (fim)


Terminamos aqui a reprodução de algumas entradas das Memórias de Luís Lupi, fundador da Agência Noticiosa Lusitânia.

A rejeição de um serviço comum com a Reuters, o apoio que Marcelo Caetano dá à nova agência, o convívio de Lupi com Ramiro Valadão (que estará na origem da RTP) ou Dutra Faria (futuro fundadador da ANI), bem como resistências e divisões dentro do Regime sobre a Lusitânia e o seu papel estão nestas entradas, numa Europa do pós-guerra.

A defesa da abolição da Censura para os despachos dos correspondentes estrangeiros em Lisboa, a defesa de uma rede de correspondentes nacionais nas principais metrópoles ou a ocupação, por parte dos Aliados, da Embaixada da Alemanha em Lisboa (testemunhada pessoalmente) são outros temas que aqui trazemos.

"A verdade é que continuamos, em 1973, sem dispor dessa grande Agência que eu imaginara [...]", diz um desiludido Luís Lupi.



















sábado, 30 de janeiro de 2016

Para uma História das Agências Noticiosas - Memórias de Luís Lupi, fundador da Lusitânia V


Prosseguimos a reprodução das Memórias de Luís Lupi, fundador da Agência Noticiosa Lusitânia. Na entrada de 9 de Novembro de 1944 dá-se conta da aprovação do projecto por parte de Marcelo Caetano, Ministro das Colónias e futuro Chefe do Governo.

Na longa entrada de 2 de Janeiro de 1945 fala-se do "Nascimento, Glórias e Misérias" da Lusitânia. Fala-se das divisões no Regime quanto à ideia de criar uma agência noticiosa nacional. Mas o projecto concretiza-se. "Foi assim possível que no dia 30 de Dezembro de 1944, um sábado, pelas 15,30 horas, tivesse lugar na Sociedade de Propaganda de Portugal, a solene inauguração da Agência Noticiosa Lusitânia, com a presença do sr. ministro das Colónias e de algumas outras altas individualiudades, que toda a imprensa relatou..."

Dutra Faria, que estaria depois na fundação da ANI, é colaborador da Lusitânia.

Na sua Carta de Princípios, a Lusitânia declara-se por "um serviço noticioso que, absolutamene, seja objectivo, factual e livre de desmentidos". E diz não ser uma agência oficial, oficiosa ou comercial.

Na nota que Lupi acrescenta a esta entrada, já em 1972, nota-se a rivalidade que havia entre a Lusitânia e a ANI.



















sábado, 9 de janeiro de 2016

Para uma História das Agências Noticiosas - Memórias de Luís Lupi, fundador da Lusitânia IV


Prosseguimos a reprodução de páginas do livro "Memórias - Diário de um inconformista (1943 - a 1957)", de Luís Lupi. Numa entrada de Dezembro de 1943, em plena II Guerra Mundial, aquele que viria a ser o fundador da agência Lusitânia, diz: "O que eu desejaria era que a exemplo da Associated Press, as empresas que editam jornais portugueses se associassem formando uma agência cooperativa noticiosa portuguesa, sem fins lucrativos, capaz de oferecer à opinião pública um serviço independente de influências e favores de origens estrangeiras [...]"

Já numa entrada de Maio de 1944 relata um episódio curioso - sendo à altura correspondente da AP em Portugal, Lupi tem um papel activo no envio para os Estados Unidos de uma preciosa tele-impressora que estava nos escritórios da agência norte-americana em Berlim e que, devido ao conflito, se temia que pudesse cair em mãos alemãs. O aparelho foi expedido de lá para Lisboa e, daqui, para o outro lado do Atlântico, por acção directa de Lupi.

Finalmente, em Agosto de 1944, com a guerra a terminar em teatro europeu, Lupi faz uma comunicão ao II Congresso da União Nacional, onde defende mais uma vez junto do regime a necessidade de criação de uma agência noticiosa portuguesa. Essa ideia seria mesmo editada na altura por ele em opúsculo, intitulado "Consolidação da Unidade Portuguesa".












segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Belmiro Vieira (1924 - 2015)


Faleceu no domingo, 27 de Dezembro, o jornalista Belmiro Vieira. Nascido na Cidade da Praia, Cabo Verde, em 16 de Outubro de 1924, era irmão do jornalista e escritor Arménio Vieira.

Belmiro Vieira foi dos quadros da ANOP, onde chegou a Chefe de Redacção. Antes, trabalhou no Diário de Luanda. Em 1979, é dos fundadores do Correio da Manhã, onde também foi Chefe de Redação e se manteve até 2001.

Colegas recordam-no como "bom homem, calmo, sossegado, ponderado..."; ou "divertido, sempre com histórias de Angola e dos automóveis". Foi presidente da Comissaão Desportiva do Automóvel e Touring Clube de Angola (ATCA).

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

António Vaz Gonçalves (1941 - 2015)


Morreu o Vaz! A notícia entristeceu todos os que conviveram com este homem discreto, gentil, prestável, que se cruzou com tantas gerações nas Agências Noticiosas.

Nascido a 26 de Março de 1941, em Freineda, Guarda, António Vaz Gonçalves era da fornada de Operadores de Telecomunicações que passaram pelas ANI/ANOP/NP/Lusa oriundos das Forças Armadas.

Admitido em 1964 na ANI, reformou-se da Lusa em 2003 e vivia em Marinhais, Salvaterra de Magos.

David Gomes, também ele Operador de Telecomunicações, recorda: Foi o Vaz que me avaliou quando prestei provas para entrar para a ANI. E sempre foi de uma gentileza e camaradagem sem igual. Um trabalhador incansável. Sempre Pronto a ajudar, sempre com um sorriso".

É isso. O Vaz acaba de partir, mas o seu sorriso gentil ficará para sempre na memória de quem o conheceu.