quinta-feira, 19 de abril de 2018

Para uma história das agências noticiosas em Portugal - a assinatura com iniciais


Nota da Chefia de Redacção, assinada por Fernando Correia de Oliveira, regulando as iniciais que "assinavam" os cabeçalhos dos telexes produzidos na ANOP. Anos 1980. (Espólio João Pedro Martins).







quarta-feira, 18 de abril de 2018

Para uma história das agências noticiosas em Portugal - João Carreira Bom e Adriano Carvalho na Direcção do Sindicato dos Jornalistas


Notícia no jornal Tempo de 14 de Agosto de 1975. Fala-se da vitória de uma lista próxima do MRPP para o Sindicato dos Jornalistas, liderada por Mário Contumélias. Que incluia alguns jonalistas que, mais tarde, entrariam na ANOP, nomeadamente com a extinção do jornal O Século, em finais de 1979, como João Carreira Bom ou Adriano Carvalho (este, à direita, na foto, onde também se identifica Ribeiro Cardoso). Espólio João Pedro Martins.

terça-feira, 17 de abril de 2018

Para uma história das agências noticiosas em Portugal - extinção da ANOP


A revista Mais, de 6 de Agosto de 1982, com um dossier ANOP, da autoria de Cristina Arvelos, sobre a decisão de 29 de Julho desse ano, tomada em Conselho de Ministros, de extinção da agência (espólio João Pedro Matins)





quarta-feira, 14 de março de 2018

João Padro Martins (1950 - 2018)


Morreu João Pedro Martins, um dos jornalistas "históricos" das agências

Lisboa, 14 mar (Lusa) - João Pedro Martins, jornalista de agência na ANI, ANOP, NP e Lusa e durante anos chefe do Centro de Documentação da Lusa, morreu na terça-feira no Hospital São Francisco Xavier, em Lisboa, disse um amigo e colega.

Nascido em 1950 em Lisboa, João Pedro Martins ingressou no mundo das agências noticiosas, em janeiro de 1974, na então ANI, tendo já na ANOP sido redator, coordenador e delegado em Évora e nos Açores. Mais tarde, foi coordenador e chefe do Centro de Documentação da Lusa, tendo saído da agência em finais de 2002.

João Pinheiro de Almeida, seu colega e amigo, referiu que João Pedro Martins era um dos profissionais de agência mais antigos e recordou-o como alguém sempre bem disposto, alegre e animado, que já na fase da doença dizia, com ironia: "Estou sempre bem, desde que não me doa".

"Morreu um bom homem bom", lamentou, acrescentando que João Pedro Martins, que vivia em Marinhais, juntava sempre que possível o seu núcleo de amigos mais próximos.

Por sua vontade, não haverá velório. A missa de corpo presente realiza-se na sexta-feira, pelas 14:30, no cemitério de Barcarena (Oeiras), seguida da cremação do corpo.


Sobrevivente de cancro há quase quatro décadas, João Pedro Martins conviveu pela última vez em Dezembro de 2017 com camaradas veteranos das Agências Noticiosas. Da esquerda para a direita, João Pedro Martins, Manuel Moura, Fernando Correia de Oliveira, Francisco Saraiva Marques e João Pinheiro de Almeida.


João Pedro Martins sabia receber, na sua casa de Marinhais. Especialmente o grupo que ficou conhecido pelo nome daquela localidade ribatejana. Como ele, veteranos do jornalismo desde os tempos da ANI... Em pé, João Pinheiro de Almeida e Fernando Fraga da Silva (também já falecido). Sentados, Fernando Correia de Oliveira, João Pedro Martins e Luís Pinheiro de Almeida. Em baixo, mais uma confraternização do Grupo de Marinhais.



Recordação dos primeiros tempos de João Pedro Martins como jornalista









O Grupo de Marinhais também andou por outras paragens...





Depoimentos:

João Pinheiro de Almeida

Querido amigo, estás finalmente em paz. Connosco fica a imagem de um tipo sempre optimista e bem disposto. Desde que não me doa, está tudo bem, dizias. Agora não te dói nada, a nós dói muito.... beijo, João, cuida de nós.

Appio Sottomayor

Nunca mais o tinha visto, desde os tempos da NP. Mas ficou-me sempre a ideia de um bom profissional e um bom companheiro. Mais um que parte... Que descanse em paz!

Carla Matias

O João Pedro Martins (juntamente com o Ferreira Marques) foi o meu primeiro chefe. Dele recordo sempre a amabilidade, a boa disposição e, acredito, uma sincera amizade e o respeito que sentia por aqueles com quem trabalhava directamente. Os tempos, e a inércia, afastaram-nos fisicamente, mas lembro-me muitas vezes da importância que ele teve na minha vida profissional. Obrigada, João Pedro!

Jorge Máximo Heitor

Um dos elementos daquele grupo maravilhoso com que na ANI começou o ano de 1974. Com o Luís Pinheiro de Almeida, o João Pinheiro de Almeida, o Fernando Correia de Oliveira e o Francisco Saraiva Marques. Foi perto de um ano de grande camaradagem até eu decidir ausentar-me para Londres. Boas memórias.

Fernando Correia de Oliveira

De João Pedro Martins, ninguém poderá dizer mal. Vivia muito bem consigo e com os outros. E lidava com optimismo contra o cancro, numa batalha de quatro décadas. "Desde que não me doa", costumava atirar, com o sorriso solar e bondoso com que brindava quem se aproximava dele.

Delegado da Agência Lusa em Évora durante os anos de brasa da Reforma Agrária, a sua independência, profissiobnalismo e bonomia ajudaram a que ali fizesse um trabalho difícil, arriscado, mas exemplar.

Regressado a Lisboa, cedo fez carreira em Documentação e Arquivo. Mas o seu gabinete era, antes de mais, "muro de lamentações", caixa de confidências de camaradas, eles e elas à procura de um ombro amigo, de quem os escutasse. E João Pedro Martins sabia escutar, tinha compromisso de reserva. Sabia muito, não revelava nada.

Da memória de vários computadores fomos buscar quase 45 anos da vida de João Pedro Martins. Da nossa vida. Acompanhámos namoros, casamentos e divórcios de um homem charmoso. Sempre calmo, optimista, apreciador de mulheres bonitas, bons carros, grandes motas, vinhos e comida, há 15 anos que se tinha instalado na sua quinta de Marinhais. Onde sabia receber.

João Pedro Martins acreditava na imortalidade do espírito. Isso te-lo-á ajudado nos dias derradeiros de vida. Neste tipo de notas, costuma-se falar com quem faleceu, como se essa pessoa ainda nos pudesse ouvir. No caso do João Pedro, se ele estava (está) certo, podemos, por maioria de razão, dizer "Salve camarada, amigo, irmão!".

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

Heróis Anónimos III, lançamento a 22 de Fevereiro


Lançamento do livro HERÓIS ANÓNIMOS [3] – JORNALISMO DE AGÊNCIA – Depoimentos (1938-2017). A obra, de autoria de Wilton Fonseca, Mário de Carvalho e António Santos Gomes, da Perfil Criativo – Edições, será apresentada por Alberto Arons de Carvalho. Dia 22 de Fevereiro, às 18h30, na Casa da Imprensa – Rua da Horta Seca, 20, Lisboa.

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

8º GRANDE JANTAR DAS AGÊNCIAS 15.DEZEMBRO.2017


Neste ano em que a LUSA faz 30 anos, o Jantar das Agências tem um significado acrescido e por essa razão decidiu a organização, que este momento, fosse para além de tudo aquilo que já é, um reencontro dos “miúdos” do curso “Pedrouços 88”, de onde saíram grandes jornalistas, grandes profissionais, grandes seres humanos, que ainda hoje fazem jus a tudo aquilo que é a génese das AGÊNCIAS…e agora da nossa Lusa. Este jantar é organizado para todos os que trabalham ou trabalharam na Lusa ou em qualquer uma das agências noticiosas que a antecederam ou outras que tenham existido.

Como sempre pretende-se essencialmente promover um encontro ou reencontro de pessoas que em comum têm o facto de terem ajudado a escrever a história de grandes casas de que a Lusa é hoje a herdeira.


Dia 15 de Dezembro de 2017, às 20h00

Local: Comuna – Teatro de Pesquisa

Morada: Praça de Espanha – Junto ao Hotel Novotel

*Tem estacionamento


MENU

DRINK ‘BOAS VINDAS’
(ESPUMANTE COM LICOR DE CÁSSIS)
PATÊ ATUM / PATÊ FRUTOS DO MAR
PÃO SALOIO E BROA / AZEITONAS E QUEIJO FRESCO
TÁBUA DE ENCHIDOS
BACALHAU ASSADO COM BATATAS A MURRO
SALADA DE FRUTAS
ARROZ DOCE
MOUSSE DE MANGA
VINHO TINTO / VINHO BRANCO / CERVEJA/COCA-COLA
ÁGUAS E SUMOS
CAFÉ/CHÁ
PREÇO POR PESSOA: 20€

Participe e seja solidário.

Traga uma contribuição para o nosso cabaz solidário (arroz, massa, óleo alimentar, enlatados, etc).

Iremos entregar o nosso cabaz às Missionárias da Caridade (Madre Teresa de Calcutá), que por sua vez o dividirão em vários cabazes, a serem entregues a quem mais precisa.

Esta instituição atua fortemente em comunidades onde grande parte das famílias vive no limiar da pobreza. Não se esqueçam de ajudar. Confirme a sua participação até 12 de dezembro por e-mail para: jantardasagencias@gmail.com

sábado, 21 de outubro de 2017

Maria Armanda Frade Moreira (1947 - 2017)


Após prolongada série de intervenções cirúrgicas, faleceu a 17 de Outubro um dos quadros mais antigos das agências noticiosas em Portugal - Maria Armanda Frade Moreira, ou como toda a gente a tratava - a Armanda.

Nascida a 11 de Novembro de 1947, entrou quase adolescente para a Agência Noticiosa de  Informação - ANI, empresa privada de Dutra Faria e Barradas de Oliveira. Fez a sua carreira nos serviços Administrativos.

Alguns depoimentos:

Jose Eduardo Guerra: Os meus sentimentos à familia enlutada! Recordo com saudade a alegria constante da Maria Armanda! Que descanse em paz!

Fernanda Mestrinho: Conhecia aos 18 anos na ANI. Corajosa e frontal com Dutra Faria... Saí 1 ano depois mas nunca a esqueci.

Cecilia Jorge: Lembro-me tão bem da Maria Armanda. Sempre frontal e amiga.

Otilia Leitão: Oh! que triste! lembro-me bem dela, alegre, refilona, mas muito generosa!

Em baixo, algumas fotos onde a Armanda aparece, em convívio com colegas das agências.








sexta-feira, 29 de setembro de 2017

Luís Andrade de Sá (1958 - 2017)


Luís Andrade de Sá in Macau (May 2015) – Photo by Paulo Taipa

Artigo do Macau Daily Times, assinado "PC":

THE BOY FROM MACAU | JOURNALIST, AUTHOR LUÍS ANDRADE DE SÁ DIES AT 58

Journalist and researcher, Luís Andrade de Sá, died early yesterday (Macau time) in his birthplace, Setúbal, from prolonged cancer illness. He was 58.

Born on the banks of the Sado River on December 31, 1958, Andrade de Sá studied journalism at a Lisbon university before starting his career in 1984. He worked in Macau from then until 2000, and was part of the initial teams at TDM-TV, where he participated in several innovative shows at the newly-created TV station, ultimately reaching an editor position. Sá left the local broadcaster in 1993 to join the now-extinct daily newspaper, Futuro de Macau.

Luís Andrade de Sá was one of the most prolific Macau correspondents, working for O Público – one of the top newspapers in Portugal, penning hundreds of features during the critical years of the late Transition Period until the handover on December 20, 1999.

Sá eventually moved to Lisbon in the early 2000s to become a staff journalist at the Lusa news agency where he held several positions over 17 years. He was the managing editor (chefe de redacção) of the Portuguese news agency between 2007 and 2011, after returning from his first 2-year stint as Lusa chief correspondent in Maputo, Mozambique. He would then return in 2011 to the former Portuguese colony in Africa for another three years at this job.

In 2014, Luís Sá decided to come back to “his” Macau – “the place I was once happy,” he told me – to join a new media project, the Plataforma bilingual newspaper.

An avid reader, researcher, and writer, Luís Andrade de Sá penned several books on Macau’s contemporary history, most notably, “The Boys From Macau,” a pioneering insight into the Portuguese/Macanese community of Hong Kong and the Far East.

A traveler at heart, Sá’s first title to be published was “A História na Bagagem” (History in the Luggage), a prelude to his seminal works on Hotel Bela Vista and the history of aviation in Macau.

The journalist was hospitalized at a clinic in Setúbal in February after being diagnosed with cancer around two years ago in Macau. Luís Andrade de Sá is survived by his children Daniel and Luísa, and his wife Isadora Ataíde, who is also a journalist, and a scholar. PC

Ler aqui a notícia do PÚBLICO.

terça-feira, 4 de abril de 2017

Carla Pote (1965 - 2017)


Lisboa, 03 abr (Lusa) - A jornalista Carla Pote, 52 anos, morreu hoje no hospital de Santa Maria, em Lisboa, vítima de cancro, disse à agência Lusa fonte ligada à família.

Carla Marina Fernandes Pote, mãe de dois adolescentes, ingressou na carreira jornalística em julho de 1996 e foi redatora da Lusa nas editorias África e Local e jornalista residente no litoral alentejano, afeta à Delegação de Évora da agência.

Carla Pote, natural de Angola, foi admitida na Lusa em 1989 e, antes de entrar para a carreira jornalística, desempenhou funções administrativas na Delegação da Lusa em Luanda e na sede da empresa em Lisboa.

A jornalista foi também diretora da delegação em Lisboa do jornal angolano País, entre 2008 e 2010.

O corpo de Carla Pote estará em câmara ardente a partir de terça-feira, às 16:00, na igreja de Nova Oeiras, realizando-se o funeral a partir das 14:00 de quarta-feira, para o Cemitério de Alcabideche, onde será cremada.


Depoimentos:

Isabel Lourenço - A Carla partiu demasiado cedo... que descanse em paz. Condolências à família

Joana Haderer - Lamento tanto... trabalhámos lado a lado, no Local, na Lusa. Tinha sempre um sorriso, uma gargalhada... o mundo é mesmo muito injusto...

Manuel Moura - Uma das poucas mulheres a conduzir uma África Tween... (moto para quem não conhece).

Eduardo Lobão - muita pena. a  Carla destacava-se pela alegria e era o que se chama "uma boa onda". um beijo para ti carla, onde quer que estejas. tenho muitas saudades tuas

Otilia Leitão - Que seja sempre lembrada pela sua força, coragem, alegria. Foi injusto o seu percurso pessoal de muito sofrimento.Trabalhámos juntas, partilhamos pedaços de vida profissional e de amizade. É com grande tristeza que soube da sua morte hoje. Sexta feira passada, eu e o Mário fomos visitá-la ao hospital de Santa Maria e o seu sofrimento era visível. Condolências à família e a todos os seus amigos. Que descanse em paz.

Maria Do Céu Novais - Que noticia tão triste....a Carla era a alegria em pessoa...tanta força que tinha perante uma vida que muito lhe exigiu....e ela sempre sorridente, sempre alegre....que choque

Cláudia Páscoa - Que gaita. A Carla era a alegria em pessoa apesar dos graves problemas de saúde que tinha. Que descanse em paz. Os meus sentimentos à família. E um beijo enorme para ti, Carla, onde quer que estejas ❤

Maria Dulce Salzedas - sempre alegre e carinhosa. É assim que a recordo.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Ainda sobre Rui Camacho (1936 - 2014)


[... Outubro deste ano, foi ainda chefe de redacção da revista "Mais" e do semanáio "Tempo"] Nota biográfica sobre Rui Camacho, in suplemento do Diário de Lisboa de 18 de Dezembro de 1989

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

"A Cláusula de Consciência / O Direito dos Jornalistas a Dizer Não", de Otília Leitão


Foi hoje apresentada na Casa da Imprensa, em Lisboa, a obra "A Cláusula de Consciência / O Direito dos Jornalistas a Dizer Não", de Otília Leitão, cuja carreira jornalística passou sobretudo pelas Agências Noticiosas (ANOP, NP e LUSA).

Fruto do Mestrado em "Comunicação Média e Justiça" pela FCSH da Universidade Nova de Lisboa, o livro aborda a questão pouco conhecida, até entre a classe dos jornalistas, da chamada "cláusula de consciência" que está consagrada na lei.